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Xô, carga mental! Saiba como evitar o esgotamento psíquico!

Bayer promove a conscientização sobre a carga mental e explica como evitar o acúmulo de tarefas, prevenindo prejuízos para a saúde e a qualidade de vida dos colaboradores.

12.03.2020 - Por Bayer Jovens

Para muitas pessoas, a vida costuma ser agitada, e a lista de tarefas parece não ter fim. As responsabilidades profissionais se acumulam, a caixa de e-mails fica lotada, os cuidados com a alimentação e a saúde precisam estar em dia, e ainda por cima tem o trânsito, que pode ser muito estressante. Para quem é mulher e mãe, o cenário fica ainda mais complexo, pois culturalmente as mulheres acabam assumindo uma jornada dupla de trabalho, já que costumam ficar à frente das atividades domiciliares e dos cuidados com os filhos.

A consequência disso tudo é o pensamento acelerado e uma preocupação constante com as tarefas do dia a dia. Se você anda se perguntando “Será que eu vou dar conta?”, tome muito cuidado. Esse é um indicativo de que você está sobrecarregada e precisa pisar no freio. A carga mental é um problema da atualidade que pode desencadear doenças como a depressão e síndrome de burnout.

Para levar a conscientização sobre esse tema tão importante e promover a saúde mental, a Bayer realizou um debate com especialistas durante a Semana da Mulher, uma semana com programação especial de ações, em comemoração ao Dia da Mulher. “É preciso pensar o quanto essa carga mental acaba influenciando outros aspectos da vida. A sobrecarga por questões pessoais ou profissionais é ruim e gera um desconforto nas relações com familiares e no trabalho”, afirmou Giselle Chiachio, da área de remuneração e benefícios da Bayer, durante o debate, que foi transmitido ao vivo em uma live do Bayer Jovens no Facebook. Assista ao vídeo.

Para favorecer a saúde mental dos colaboradores, empresas como a Bayer apostam em ações em prol da qualidade de vida. “É um tema recorrente para discutirmos, como ter esse equilíbrio pessoal e profissional. A preocupação das organizações está na questão da flexibilidade. Valorizamos a flexibilidade de carga horária no trabalho e o home office”, afirmou Giselle. O assunto começou a ser discutido na Bayer em 2019 e atualmente é alvo das ações desenvolvidas pelo programa My Life, que reúne iniciativas em prol da qualidade de vida e da saúde dos colaboradores.

Conscientização

Muitas mulheres querem dar conta do recado, e sofrem quando não conseguem abraçar todas as atividades profissionais e domésticas. No entanto, o caminho correto a se trilhar é justamente o oposto: abrir mão, deixar a culpa de lado e entender que não é possível resolver tudo ao mesmo tempo. “Uma série de fatores e fatos vão se acumulando, e essa mulher pode acabar explodindo. Toda essa carga mental que ela acumula impacta negativamente na qualidade de vida e na saúde mental. É um processo importante entender que ela não precisa ser perfeita e não precisa dar conta de tudo”, opinou Silvia Proto, médica que atua na área de farmacovigilância da Bayer.

O primeiro passo para mudar esse cenário é envolver os homens no debate, com o objetivo de sensibilizar filhos, irmãos e maridos sobre a necessidade de divisão justa das atividades do lar. De acordo com a blogueira Thais Habka, esse é um processo gradativo, que exige paciência, educação e uma mudança cultural para, assim, libertar a mulher da carga mental e cobranças excessivas. “Nas últimas décadas, as mulheres estão no mercado de trabalho, mas o que se faz em casa não está sendo dividido. Com a chegada dos filhos, a carga das mulheres aumenta muito, ficamos com uma nuvem enorme de responsabilidades. Isso pode levar a níveis de estresse altíssimos, e a pessoa pode adoecer”, complementou Thais, influenciadora do perfil Mulheres Visíveis.

Construa uma rede de apoio

A médica Silvia Proto compartilhou as dificuldades e aprendizados ao cuidar dos filhos de 9 e 3 anos, durante a live do Bayer Jovens. Para ela, a principal dica para reduzir a carga mental é cultivar amizades que possam servir de suporte para uma ter uma vida equilibrada. “A rede de apoio é fundamental, principalmente o apoio das nossas mães, amigos, amigas. De onde a gente menos espera surge a ajuda, e abraçar essa rede é fundamental”, afirmou Silvia. A influenciadora Thais Habka também reforçou a necessidade de criar uma rede de apoio. “É constrangedor no início, porque você acha que não está dando conta, mas é preciso aprender a pedir ajuda e recebe-la”.

Outra dica importante é delegar atividades e permitir que o outro se responsabilize pela tarefa por completo, sem se preocupar em checar o resultado ou refazer o trabalho. Se o casal combinou que o homem será o responsável por trocar a fralda do filho, por exemplo, a mulher precisa deixar que ele cuide disso do jeito dele e não se frustrar com possíveis desacertos do pai. “Historicamente fomos ensinadas a cuidar, é algo construído socialmente. É uma dificuldade para a maioria das mulheres recuar um pouco do controle de cuidar”, disse Thais.

Cuidados na internet

Uma forma de evitar a carga mental também é moderar no uso das redes sociais. Acompanhar perfis de celebridades e pessoas que transparecem ter uma vida perfeita pode gerar ansiedade, cobranças e outros problemas. “Na internet, a pessoa cai na armadilha da comparação”, afirmou Thais.

Durante o debate, recomendou-se avaliar as redes sociais de forma realista, e simplesmente deixar de seguir os perfis ou páginas que geram qualquer tipo de incômodo ou elevam a carga mental. “É preciso ter em mente a importância de ter um filtro no uso das redes sociais. Os perrengues vão ficar nos bastidores, a pessoa não vai postar. A vida no Instagram é linda e maravilhosa, mas não é real”, afirma Silvia.

Bayer Jovens