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Trombose: o que você precisa saber

Se não tratada, a doença pode evoluir para uma embolia e provocar a morte. Saiba mais e proteja-se

16.09.2019 - Por Bayer Jovens

Dor, inchaço e sensação de peso nas pernas: esses são alguns dos principais sintomas da trombose venosa profunda, doença decorrente da formação de um coágulo sanguíneo, ou trombo, no interior das veias, os vasos sanguíneos que levam o sangue de volta ao coração, para ser oxigenado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional Rio Grande do Sul (SBACV - RS), estima-se que, a cada ano, surgem no Brasil cerca de 180 mil novos casos de trombose venosa.

Em cerca de 90% dos casos o trombo se forma nos membros inferiores, mas pode também se instalar, ocasionalmente, nos membros superiores em outras áreas. Ao entupir as veias, provoca os sintomas descritos acima, além de aumento da temperatura das pernas, coloração vermelho-escura ou arroxeada e endurecimento da pele na região afetada. Porém, a trombose também pode ser absolutamente assintomática.

Em alguns casos, o coágulo é dissolvido naturalmente pelo corpo, que possui mecanismos de proteção para isso. Quando isso não acontece e a trombose não é tratada, o problema pode evoluir para um quadro de embolia pulmonar, uma situação grave e potencialmente fatal. A embolia acontece quando o coágulo, ao se desprender do local em que se formou, movimenta-se pela corrente sanguínea e se aloja no pulmão, provocando falta de ar repentina. Nesse caso, é importante buscar atendimento imediato.

A trombose acomete homens e mulheres e alguns fatores podem colaborar para o surgimento da doença, como predisposição genética, tratamento hormonal, consumo excessivo de álcool, obesidade, câncer, cirurgias, hospitalizações prolongadas, traumas, veias varicosas, colesterol alto, sedentarismo, idade mais avançada, insuficiência cardíaca ou respiratória, desidratação e até viagens em que o passageiro permanece sentado por muitas horas.

Quando se avalia apenas a faixa etária entre 20 e 40 anos, a incidência é um pouco superior em mulheres, principalmente em relação aos casos em que o uso de contraceptivo é aliado ao cigarro, outro gatilho para desenvolver a trombose.

Por conta disso, a orientação médica é essencial. O especialista é a pessoa mais indicada para entender o caso de cada mulher, seu estilo de vida, seus hábitos e fatores de risco antes de recomendar o método anticoncepcional mais seguro, tornando a mulher cada vez mais empoderada e com total liberdade de decidir o que é melhor para ela em todos os aspectos, sobretudo a saúde.

O diagnóstico é feito a partir dos sintomas e dos fatores de risco relatados pelo paciente e confirmados por exames de laboratório e de imagem, como a ressonância magnética, a flebografia e o ecodoppler colorido.

O tratamento inclui anticoagulantes, que reduzem a viscosidade do sangue e ajudam a prevenir a formação de trombos e a evolução da doença, e medicamentos fibrinolíticos ou trombolíticos, usados para dissolver os trombos sanguíneos, a fim de reduzir a possibilidade de recorrência da trombose. Em alguns casos usam-se também massageadores pneumáticos intermitentes que estimulam a circulação nas pernas. Em situações mais graves, para desobstruir os vasos danificados, é recomendada a intervenção cirúrgica.

Bayer Jovens