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Saúde e bem-estar

Tatuagens que melhoram a vida

As tattoos têm uma longa história e, para algumas pessoas, podem ser o caminho para a recuperação da autoestima e da alegria

10.01.2019 - Por Bayer Jovens

O brasileiro adora uma tatuagem. O país está na nona posição no ranking das nações em que as pessoas mais se tatuam, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto alemão Dalia em abril deste ano. Foram consultados 9 mil internautas de 18 nacionalidades, e 38% têm pelo menos uma tatuagem. No topo da lista está a Itália, onde praticamente metade da população (48%) tem pelo menos uma tatuagem, seguindo-se a Suécia (47%) e os Estados Unidos (46%). No Brasil, os tatuados chegam a 37%, quase a média mundial.

A pesquisa alemã revelou alguns dados muito interessantes a respeito do assunto, como a constatação de que as mulheres se tatuam mais do que os homens (40% e 36%, respectivamente) e de que a prática é mais frequente em grupos com nível mais alto de educação do que nos de menor escolaridade (32% para 26%). Também é surpreendente saber que não são os jovens que mais se tatuam, e sim as pessoas na faixa entre os 30 e 49 anos: 45%, ante 32% entre os que têm de 14 a 29 anos e 28% no grupo acima dos 50 anos.

No mínimo, a sondagem deixa claro que já se foi o tempo em que tatuagem era sinônimo de marginalidade e rebeldia, e que a decisão de aplicar um desenho permanente no corpo não é uma simples moda passageira. Bem mais do que isso, as tattoos acumulam uma longa história, que começou ainda no período neolítico, há pelo menos 5.300 anos, como atestam os desenhos que haviam na múmia batizada de Ötzi, encontrada nas montanhas entre a Áustria e a Itália, em 1991. Ötzi tinha nada menos do que 61 tatuagens, uma série de linhas retas paralelas e cruzes, feitas com cortes finos e carvão, a maioria nas pernas e braços.

Desde então, a tatuagem ganhou muitos usos e significados, como no Egito antigo, onde foram encontradas múmias do sexo feminino de 2 mil anos antes de Cristo que traziam desenhos abstratos de traços e pontos. Os romanos chegaram a banir as tatuagens, mas a proibição durou pouco, até que passaram a admirar a bravura dos guerreiros bretões, que desenhavam na pele suas insígnias de honra, e daí em diante a prática foi novamente aceita.

Em todos os períodos históricos há registros de tatuagens e, nas últimas décadas, elas foram adotadas em massa por atletas e artistas e se tornaram mais populares do que nunca. E não faltam motivos para marcar a pele com desenhos indeléveis, em geral cheios de significado. Podem homenagear um parente ou um alguém muito querido, simbolizar uma conquista, representar uma ligação com um grupo ou comunidade ou simplesmente se expressar e exaltar o corpo.

Também podem servir para virar a página de um capítulo difícil e recuperar a autoconfiança e a alegria de viver, como aconteceu com Michele do Nascimento, Claudia Fernanda Lopes, Elaine Aparecida Lopes e várias outras mulheres. Depois de superarem cânceres de mama, elas participaram do projeto “Uma tatuagem por uma vida melhor”, criado há quatro anos pelo artista plástico e tatuador Miro Dantas, com patrocínio da Bayer, por meio das linhas Bepantol Derma e Coppertone.

Embora simples, a ideia produz resultados surpreendentes em termos de autoestima e autoconfiança. Depois da mastectomia, o tatuador simula a aréola e o mamilo que foram retirados e cobre as sequelas deixadas na pele pela cirurgia. No vídeo abaixo, você pode ouvir os depoimentos emocionantes de Michele, Claudia e Elaine, que falam do processo desde a descoberta da doença e da dor causada pela notícia, da aceitação da nova realidade, da cirurgia e de como a tatuagem melhorou a vida delas.

O projeto “Uma tatuagem por uma vida melhor” tem também o objetivo de alertar as mulheres para a necessidade de prevenção do câncer de mama, especialmente em relação ao autoexame e ao diagnóstico precoce. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2018 serão registrados mais de 59 mil casos da doença no Brasil.

A iniciativa de Miro Dantas faz parte de um movimento chamado de “tatuagens do bem”, ou tatuagens de alerta, que teria surgido nos Estados Unidos em 2006, quando profissionais passaram ofercer seus serviços a preços reduzidos quando havia referência a algum tipo de doença, reconstrução ou cuidado médico. Uma tatuagem pode servir, por exemplo, para avisar que a pessoa tem alguma alergia, intolerância ou restrição médica ou para cobrir marcas e cicatrizes indesejáveis.

As primeiras ações “do bem” repercutiram mundo afora e hoje existe até mesmo uma plataforma, chamada P.ink.org, criada especificamente para fazer a ponte entre mulheres que passaram por mastectomia e tatuadores especializados em reproduzir o desenho de mamilos e aréolas. São iniciativas comoventes e inspiradoras, que mudam o sentido da tatuagem como mero adorno e a transformam em um ato solidário, capaz de mudar uma vida.

Os países com mais tatuados

 

Fonte: Dalia