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Se cuida, doutor!

Iniciativa da Bayer alerta para os danos que as longas jornadas de trabalho e o estresse podem causar à saúde física e emocional dos médicos

18.10.2019 - Por Bayer Jovens

Eles se desdobram para cuidar da nossa saúde. Fazem mais horas de trabalho do que o seu turno prevê, atendem mais pacientes do que seria possível, lidam com uma série de sintomas e diagnósticos e sofrem uma pressão tremenda para , da melhor forma e no menor tempo possível, o maior número de pessoas, sempre de olho no rigoroso Juramento de Hipócrates e no Código de Ética. Apesar de saberem tudo o que devem ou não fazer nas mais desafiadoras questões de saúde, em geral os médicos muitas vezes não seguem seus próprios conselhos: trabalham demais, não se exercitam, não se alimentam bem como deveriam, não dedicam um tempo para a si, para a família e os amigos, não relaxam.

A rotina atribulada, as longas jornadas de trabalho, o estresse e a tensão estão adoecendo os profissionais da saúde. Na classe médica, apesar de pouco divulgados, são altos os índices de suicídio e as taxas de incidência da Síndrome de Burnout, um transtorno psíquico provocado pelo intenso desgaste físico e mental no trabalho.

Se cuida, doutor!

A Bayer, ciente dessa realidade e tendo o foco sempre voltado para o paciente, se perguntou: e quando o paciente é o próprio médico? E foi assim que surgiu o projeto Se cuida, doutor, que busca incentivar esses profissionais a tratarem melhor de sua saúde física e emocional por meio da adoção de práticas e hábitos simples em sua rotina, o que também colabora para evitar casos de burnout. Criado pelo psicanalista alemão Herbert Freudenberger* (1926-1999) em 1974, o termo pode ser traduzido como “queimar-se por completo”, para identificar uma pessoa que se consome física e emocionalmente.

“Trata-se de uma reação à tensão emocional crônica, resultante de trabalho exaustivo com pessoas. Apresenta três dimensões relacionadas, mas independentes: exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização profissional”, explicou, no site dedicado ao projeto, a psiquiatra Dra. Carmita Abdo, Professora Associada do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

O Ministério da Saúde não tem dados específicos a respeito da doença, uma vez que a notificação compulsória – quando a doença é requerida por lei a ser comunicada às autoridades de saúde pública - não é exigida para esses casos, mas um estudo da International Stress Management Association (Isma-BR) – uma associação de pesquisa e desenvolvimento de técnicas de prevenção e tratamento do estresse – afirma que 32% dos trabalhadores (ou mais de 33 milhões de pessoas) no país sofrem com o burnout.

Entre os profissionais que mais são acometidos pela síndrome, além de médicos, enfermeiros e cuidadores, estão agentes de segurança (policiais, vigilantes, guardas municipais), controladores de voo, motoristas de ônibus, executivos, atendentes de telemarketing, bancários, professores e jornalistas. Os sintomas relacionados ao burnout são avassaladores. Atingem o organismo como um todo e em várias esferas. Quem sofre da síndrome pode apresentar:

  • fadiga, distúrbios do sono, disfunções gastrintestinais, cefaleia, letargia e dores musculoesqueléticas (no campo físico);
  • humor depressivo, ansiedade, irritabilidade, sentimento de desesperança, baixa autoestima e comprometimento da memória;
  • agressividade, atitude defensiva, isolamento, pessimismo, cinismo, uso de drogas e abuso de álcool;
  • absenteísmo, diminuição de desempenho, falta de comprometimento, baixa concentração e comunicação precária.

O burnout tem tratamento, que pode ser feito por meio de sessões de psicoterapia, aliadas à prescrição ou não de medicamentos– tudo depende do quanto a pessoa se encontra incapacitada. Mas o melhor é não chegar nem perto desse nível de esgotamento físico e mental.

Para isso, a Bayer aproveita o Dia do Médico, comemorado em 18 de outubro, e propõe escolhas positivas que, apesar de simples, podem ter grande impacto. A intenção do projeto “Se cuida, doutor” é alertar os profissionais sobre a necessidade de fazer uma reflexão a respeito do cuidado com a própria saúde, além, é claro, de trazer mais conhecimento sobre a Síndrome de Burnout. É a informação a favor da qualidade de vida dessas pessoas que tanto se dedicam ao cuidado com o outro.

É preciso também incluir intervalos de repouso durante a jornada de trabalho, não fazer uso rotineiro de medicamentos para dormir, não ficar conectado ao trabalho 24 horas por dia e manter-se atento aos sinais do corpo, que costumam indicar quando algo não vai bem. Só assim, priorizando a sua saúde e o seu bem-estar, esse profissional terá mais condições e vitalidade para dedicar-se aos seus pacientes. E ser mais feliz, dentro e fora da profissão, ao receitar para si próprio o que costumam recomendar aos pacientes. Então, se cuida, doutor!

E se você conhece algum médico que esteja precisando cuidar um pouco mais da própria saúde, que tal aproveitar essa data especial para compartilhar o projeto ‘Se cuida, doutor’? Assim, você contribui para que esses profissionais que cuidam tão bem da saúde de todos também possam olhar um pouco mais para a própria qualidade de vida.

* Herbert Freudenberger, https://doi.org/10.1111/j.1540-4560.1974.tb00706.x; https://spssi.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1540-4560.1974.tb00706.x

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