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Saúde sexual é assunto sério

Invenção de uma campanha publicitária, o Dia do Sexo se tornou uma importante oportunidade para pensar no direito de escolha das mulheres.

06.09.2019 - Por Bayer Jovens

O Dia do Sexo, 6 de setembro, é o exemplo típico de uma ideia publicitária que começou como uma brincadeira e virou assunto sério. Tudo começou com uma campanha criativa e bem-humorada de uma marca de preservativos, que lembrou que: se existem os dias das mães, dos pais, dos namorados e das crianças deveria haver também uma data para celebrar o que deu origem a tudo isso.

A ideia era divertida e, graças ao poder das redes sociais, viralizou e ganhou um novo sentido: sexo é ótimo, mas deve ser praticado com segurança, sem riscos de doenças infecciosas ou de gravidez indesejada. Assim, pouco a pouco, a data — que ainda não é oficial — tornou-se uma oportunidade de reflexão a respeito da saúde sexual da mulher, das opções disponíveis de métodos contraceptivos, da responsabilidade dos casais com a própria saúde, do empoderamento feminino – enfim, da liberdade de escolha.

A primeira reflexão remete ao fato de que cada pessoa, independentemente de gênero, é dona do próprio corpo e cabe a ela cuidar de sua saúde sexual. Porém, estudos relacionados ao tema causam preocupação, pois mostram que, embora haja consciência dos riscos e dos métodos de prevenção, há uma aparente tendência ao risco e gosto pelo perigo, uma vez que nem sempre esses conhecimentos são aplicados na prática.

A maior parte dos dados disponíveis no país são encontrados na Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP), realizada pelo Ministério da Saúde desde 2004. No último estudo, de 2013, 94% dos cerca de 12 mil entrevistados, com idade entre 16 e 64 anos, disseram saber que usar preservativo é a melhor maneira de evitar que doenças como a Aids sejam transmitidas durante a relação sexual. Porém, menos da metade confessou que usa camisinha. Entre os jovens de 15 a 24 anos, 64% admitiram que não usaram preservativo na primeira relação sexual. A PCAP constatou ainda que 36,3% dos homens entrevistados e 58,1% das mulheres nunca tiveram acesso a preservativos.

Historicamente, o elo mais frágil nessa relação acabava sendo a mulher, que, além do risco de contrair Doenças Sexualmente Transmissíveis, as DSTs, também se via suscetível a uma gravidez indesejada. Mas, felizmente, esse é um cenário que vem mudando ao longo dos anos, já que as mulheres estão assumindo cada vez mais o poder de decisão sobre sua saúde sexual e, principalmente, se empoderando em relação às escolhas que faz a respeito da própria vida e vontades.

Essas mudanças ficam claras no comportamento do número crescente de mulheres que levam a sério o verbo “empoderar” e justificam a existência de iniciativas como a campanha Melhor Pra Mim, criada pela Bayer e estrelada pela cantora Ludmilla, com o objetivo de ampliar o conhecimento a respeito dos métodos anticoncepcionais disponíveis, de acordo com os desejos, expectativas e momentos de vida de cada uma.

Uma pesquisa da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, citada em matéria da BBC Brasil, mostrou que mais de 55% das mulheres Brasileiras que tiveram filhos não haviam planejado a gravidez, porcentagem bem acima da média mundial, de 40%. Para piorar, de acordo com a Pesquisa Nacional do Aborto, de 2016, mais de 500 mil abortos clandestinos – e perigosos – são realizados a cada ano no país, como resultado de gestações indesejadas.

Bayer Jovens