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Reskilling: sempre em frente

O conceito que ganha espaço no mercado defende a necessidade de se atualizar constantemente para não ficar para trás

23.07.2018 - Por Bayer Jovens

Você conseguiu o emprego que queria, tornou-se quase fluente em inglês, completou seu MBA e agora pode relaxar um pouco e curtir o momento, porque a carreira certamente vai decolar. Certo? Nem sempre, pelo menos em um mercado tão competitivo como o atual, em que o número de candidatos qualificados é mais alto do que a quantidade de vagas disponíveis. Basta lembrar que, de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 13,1% no primeiro trimestres deste ano, o que significa que 13,7 milhões de pessoas estão sem trabalho, 11,2% a mais do que no trimestre anterior.

Reskilling: sempre em frente

Para não ficar para trás, o que os especialistas em carreira recomendam enfaticamente é a necessidade de nunca se acomodar e se atualizar sempre. Essa prática, que ganha importância crescente no meio corporativo, já tem nome: reskilling. O termo tem origem no substantivo inglês “skill”, a capacidade de fazer algo bem feito, expertise, perícia. Reskilling é, portanto, o processo de adquirir novas habilidades para executar trabalhos diferentes, difíceis, ou treinar pessoas para isso.

Já se fala até mesmo em “revolução do reskilling”, tema recorrente nos programas de treinamento e no jargão dos consultores. O argumento é que as rápidas mudanças provocadas pelo avanço das tecnologias representam uma ameaça a quem se acomoda. Você pode estar em boa situação na empresa, mas, caso não se atualize o tempo todo, suas habilidades e sua relevância podem se tornar obsoletas.

Para se afastar dessa ameaça, a carreira deve ser vista como algo em “versão beta permanente”, na definição de Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn, citado em artigo publicado no site brasileiro da Udacity, a universidade livre criada por empreendedores do Vale do Silício. De acordo com Hoffman, a ideia clássica de iniciar a carreira e subir os degraus pouco a pouco está deixando de existir. “Isso não é mais verdade, porque o mundo está mudando e há duas forças por trás, as pessoas e a tecnologia. É um jogo de aceleração em que todos estão envolvidos e não dá para esperar que as coisas se movam mais devagar”.

Manter-se em beta permanente, segundo Hoffman, é estar sempre disposto a aprender cada vez mais, em qualquer área, e não apenas na que o profissional atua. É manter-se aberto às oportunidades que surgirem, reinventar-se constantemente, aceitar as metamorfoses, ter múltiplas vocações, não ficar na zona de conforto.

O conceito do reskilling é amplo e pode ser aplicado até mesmo a setores e a países, mas a ideia se espalhou de fato no mercado de trabalho, com um detalhe: você não deve esperar que a empresa tome a iniciativa de requalificá-lo ou de aperfeiçoar suas habilidade. Você mesmo deve fazer isso, e um caminho é adotar estas quatro dicas da Undacity:

  • identifique as habilidades que estão em alta na sua área ou na área em que você quer atuar e faça de tudo para adquiri-las;
  • crie uma presença digital e uma rede de contatos na web e em sites de recrutamento;
  • considere a possibilidade de buscar outras formas de trabalho - como freelancer, autônomo ou colaborador remoto;
  • adote a lógica do lifelong learning, ou seja, admita que seu aprendizado dever ser contínuo.
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