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Quer empreender? O Google ensina

Veja as dicas de startups apoiadas pelo centro de empreendedorismo da gigante de tecnologia, disponíveis no app Google Primer

11.05.2018 - Por Bayer Jovens

Em geral a decisão de empreendeder ocorre em dois momentos da vida de uma pessoa: por necessidade, quando ela se vê desempregada e enxerga no novo negócio uma chance de garantir uma renda, ou por oportunidade, quando por vocação decide abrir um negócio que parece apaixonante e promissor. Seja qual for o motivo, estudo e planejamento são essenciais. É preciso conhecer o mercado, os concorrentes, os possíveis parceiros e o público-alvo, além de estabelecer metas e objetivos, planejar a comunicação, montar um plano de negócios e fazer contas - muitas contas.

Empreender

Depois, é colocar tudo no papel para se organizar melhor e não pular nem esquecer etapas importantes. Ouvir os conselhos de quem já passou pela experiência - e sobreviveu - também pode ajudar os empreendedores de primeira viagem nesse grande desafio que é começar um negócio do zero.

Startups apoiadas pelo Google, como Nama, Eureciclo, Sensedata, Upbeat, Alugalogo, Trakto, Handtalk, Bliive, Baby&Me, SciCrop, Smarttbot, StoryMax, EasyCrédito e Cuponeria, são algumas das empresas que empreenderam com sucesso e têm muito a ensinar. Residentes no Google Campus, o centro de empreendedorismo da gigante de tecnologia criado para acelerar negócios inovadores, os donos dessas startups se dispuseram a dar dicas aos futuros empreendedores, disponíveis no Google Primer, um aplicativo que ensina de maneira fácil e rápida novas habilidades de negócios e marketing digital para quem quer abrir um negócio. Confira cinco dicas de empresas brasileiras e siga em frente.

  • Onde buscar a melhor ideia? Na paixão e no mercado
    Para Fábio Sato, diretor de Novos Negócios da startup EuReciclo, que faz a gestão das embalagens lançadas no ambiente e certifica as empresas que cumprem a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a dica é buscar oportunidades que se adaptem ao mercado e, ao mesmo tempo, coincidam com as reais competências do empreendedor. Identificadas as necessidades do mercado e a paixão pessoal, é hora de validar a ideia do negócio com outras pessoas, para então desenvolver o serviço ou o produto com base nas próprias percepções e no feedback do público-alvo.

  • Quem é de fato seu cliente?
    Intuições e “achismos” só atrapalham. Que o diga Mateus Pestana, co-fundador da SenseData. A startup de software achou que ia comercializar seus produtos para outras startups e, de repente, viu seu público-alvo mudar radicalmente: “Eram as grandes empresas que conseguiam comprar nosso produto e de fato queriam aplicar a solução com seus próprios clientes. Hoje temos menos clientes do que imaginamos, mas cada um deles tem um peso muito maior”, disse Pestana em entrevista ao site da revista Exame.

  • Plano de negócios, o rei
    É no plano que devem estar as informações mais importantes do negócio, como a descrição do produto ou serviço, a história da empresa, o perfil do público-alvo, a análise de mercado, a estratégia comercial, o plano de marketing, projeções financeiras, investimento, possíveis parceiros de negócio e formas de monetização, entre outros dados. João Bogas, growth hacker da startup HandTalk, negócio social de acessibilidade em Libras, contou que a startup sempre funcionou com um plano de negócio simples - uma apresentação visual - até sentir a necessidade captar investimentos. “Trabalhamos nos últimos dois anos em um planejamento mais complexo. Citamos novos dados, como a situação do mercado no Brasil e potenciais alvos de internacionalização. Isso nos ajudou muito na hora de conseguir aportes”, disse o executivo à Exame. Para quem está começando, Bogas sugere dar uma olhada em modelos como o Business Model Canvas - ou Quadro de Modelo de Negócios, uma ferramenta de gerenciamento estratégico.

  • Mais criação de marca e menos ideias fixas
    Estar preparado para mudar de posicionamento para se adaptar às mudanças do mercado - sem perder sua essência - pode salvar o negócio. O fundador da startup de marketing Trakto, Paulo Tenório, recomenda que, “antes de criar o branding do negócio, delimite bem qual problema irá resolver e deixe-o ditar suas ações de marketing”.

  • Gerar buzz, para acelerar o negócio
    Nara Iachan, fundadora da plataforma Cuponeria, tinha na mão um desafio dos grandes: popularizar no Brasil a cultura norte-americana de cupons gratuitos. Depois de rever as cores e o discurso da marca, a startup participou de um festival gastronômico com uma ação promocional com cupons de “dois hambúrgueres por um”. A ação gerou buzz - burburinho, ou barulho - e chamou a atenção de grandes empresas como a Unilever. “Conseguimos crescer sem aumentar nossos custos. Então, conheça seu produto, tenha foco e entregue isso para as pessoas da melhor forma possível, para gerar novas recomendações. Assim você acelera o crescimento do negócio”, aconselha Nara.

Quer mais? Acesse o “Manual do Empreendedor” do Google Primer, que reúne lições das startups nos blocos “Encontre sua ideia”, “Tire sua ideia do papel” e “Faça sua ideia crescer”.

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