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Qual é o papel do engenheiro-agrônomo?

Profissionais são aliados do produtor rural, auxiliando na adoção de novas tecnologias e de boas práticas para aumentar a produtividade.

11.09.2020 - Por Bayer Jovens

O agronegócio está se modernizando rapidamente, colhendo um volume cada vez maior de produtos, enquanto também eleva os padrões de qualidade dos alimentos para a população. Sem dúvida, essa complexa cadeia produtiva está evoluindo graças à dedicação de profissionais como os engenheiros-agrônomos.

Os agrônomos estão muito presentes nas fazendas brasileiras, acompanhando a rotina dos mais diversos cultivos, desde a compra de insumos, até o momento da colheita e planejamento da comercialização. No dia 13 de setembro, é comemorado o Dia Mundial do Agrônomo, e a Bayer homenageia esses profissionais e valoriza a contribuição deles para o setor.

Esses profissionais aliam vocação com a vontade de inovar, demonstrando a paixão pelo campo no dia a dia da profissão. Muitos deles têm um vínculo afetivo com a terra que perpassa gerações. É o caso do engenheiro-agrônomo Antonio Duarte, o China, Representante Técnico de Vendas (RTV) da Bayer. Ele descobriu a vocação para a agronomia ainda na infância, enquanto ajudava o avô na fazenda da família, onde criavam gado e cultivavam cana especialmente para fabricar rapadura, um típico doce nordestino. “Eu nasci e me criei na fazenda”, lembra China.

Então, para ele foi natural optar pela formação em Engenharia Agronômica. Durante os estudos na Universidade Federal da Paraíba, ele se interessou pela área de fruticultura, e a primeira vivência profissional foi um estágio em uma fazenda de abacaxis. De lá para cá, China teve contato com diversas culturas agrícolas, desenvolveu pesquisa científicas e acumulou vasta bagagem profissional. Atuando na Bayer desde os anos 2000, atualmente China é o RTV da diretoria regional Nordeste, nos Estados do Ceará, Rio Grande do Norte e da Paraíba. Ele atende produtores de melão, melancia, mamão, milho, manga, cebola, soja e algodão.

Evolução na profissão

Com duas décadas trabalhando na Bayer, China conta com uma experiência que permitiu observar grandes mudanças. De acordo com ele, os produtores estão antenados e esperam uma entrega de valor que vai além da oferta de produtos. “O agrônomo não pode ser apenas um vendedor. Os clientes querem que você tenha um conhecimento de A a Z. É preciso se especializar e estudar sempre. Não dá para se acomodar, pois novas tecnologias chegam muito rápido e o desafio é se adaptar”, diz China.

Com o avanço da agricultura de precisão, as recomendações passaram a ser sob medida. Portanto, o profissional precisa ficar mais atento, observar a realidade de cada fazenda e oferecer soluções centradas no cliente. Isso exige mais tempo e dedicação em cada atendimento, segundo China. “Hoje em dia, o que fazemos é muito mais uma consultoria. É preciso identificar dentro da estrutura da fazenda as demandas, entender o que o cliente precisa e fazer um atendimento bem customizado”, explica China.

A adoção de softwares de monitoramento, a análise de imagens captadas por meio de satélite e o uso de outras ferramentas digitais estão revolucionando o agronegócio. Como consequência desse processo, os agrônomos também estão se reinventando. China precisou se especializar em agricultura digital para trabalhar com a plataforma Climate FieldView, por exemplo. “Estou apresentando o FieldView, e os clientes ficam maravilhados. Um deles já está utilizando em áreas de algodão, milho e soja. Esperamos ter mais de 100 licenças na região até dezembro”, diz.

Credibilidade e confiança

Embora haja muitas transformações na rotina do engenheiro-agrônomo e nas relações com os produtores, uma coisa não muda: o papel desse profissional continua imprescindível no campo. Eles criam uma relação de confiança com o produtor, trocam informações e desenvolvem melhores práticas agrícolas, com foco em sustentabilidade e economia.

Nos anos 2000, China lembra que se dedicou muito para melhorar práticas de tecnologia de aplicação. Naquela época, ele ministrava treinamentos sobre pontas (bicos) de aplicação e formação de gota. Ele fazia testes de campo com papel sensível, para avaliar a pulverização, analisava a densidade da cultura e fazia cálculos com dados de rotação e pressão. Essa rotina é um exemplo que ficou no passado. “As máquinas evoluíram. Eu não preciso mais fazer a calibração, porque a máquina já faz tudo. Então, o trabalho hoje é focado em ver se o produto está chegando ao alvo”, afirma China.

Segundo ele, é sempre importante se atualizar e entender o papel do agrônomo no mercado. “O trabalho que eu faço hoje vai existir daqui para a frente? Qualquer trabalho que seja repetitivo tem tudo para ser substituído por uma máquina”, opina. As atividades mudam muito ao longo do tempo, mas o engenheiro-agrônomo continuará sendo um profissional que apresenta novidades e apoia o desenvolvimento da fazenda. “A minha principal função é ajudar o produtor a melhorar o manejo e aumentar a produtividade. Ele quer ver o retorno do investimento”, diz China.

O atendimento deve ser integrado. Segundo China, não dá para melhorar o manejo pensando em cada problema de forma isolada. O cuidado deve envolver um manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, com responsabilidade social e ambiental.

Além do amplo portfólio de soluções em sementes e proteção de cultivos, a Bayer desenvolve inciativas importantes como o Bee Care, de promoção à saúde das abelhas. Proteger polinizadores é um dos conceitos importantes para promover a agricultura sustentável. “Sem abelhas, não existiria a produção de melão”, diz.

Bayer Jovens