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Profissão: estudante

Para a maioria das pessoas a escola é um período temporário, mas há quem dedique a vida à carreira acadêmica pelo puro prazer de aprender e ensinar

11.08.2017 - Por Bayer Jovens

Sexta-feira, 11 de agosto, é o Dia do Estudante, e a data escolhida lembra a autorização do então imperador Dom Pedro I para o funcionamento dos primeiros cursos de direito no Brasil, em Olinda e em São Paulo, em 1827. E merece mesmo ser comemorada: afinal, homenageia a maioria absoluta dos adolescentes e jovens do mundo inteiro, do infantil ao ensino superior.

Jovem e estudante são quase sinônimos, e os cerca de 20 anos que cada um de nós passa na escola representam um período muito importante, capaz de criar amizades duradouras e definir o futuro, já que se estende da infância à maturidade. Para muita gente, a vida de estudante termina no último ano da faculdade, mas nem sempre é assim. Algumas pessoas optam pela carreira acadêmica, nunca querem deixar de aprender e, quando perguntam qual é a profissão delas, podem responder com segurança e orgulho: “Estudante”.

E isso é muito bom. Se não existisse esse contingente de eternos estudantes não haveria pesquisas nem avanços científicos e tecnológicos, e muito menos professores. A opção pela carreira acadêmica pode ser o início de um percurso longo, apaixonante e repleto de possibilidades.

Para começar, há a vocação natural para o magistério, a vontade de ensinar os outros e transmitir conhecimento, cuja principal gratificação está no progresso e no desenvolvimento do aluno. Além de trabalhar como professor, há a possibilidade de se dedicar a atividades de extensão universitária e a pesquisas que podem ter impacto direto na qualidade de vida das pessoas e no avanço científico. No anonimato dos laboratórios, neste exato momento, um grande número de mentes privilegiadas está trabalhando para curar doenças, desvendar segredos do universo e entender melhor o mundo e a vida – o que não é pouca coisa.

Nesse caminho, assim que termina a graduação, em geral o estudante começa uma pós para se aperfeiçoar na especialidade que escolheu. Depois, pode fazer mestrado, doutorado e pós-doutorado, sempre estudando, sempre um passo adiante, querendo saber mais e mais. É trabalho de uma vida inteira, mesmo que nem sempre seja recompensado à altura, financeiramente.

Se você pensa em seguir uma carreira acadêmica e se tornar um disseminador do conhecimento, vale lembrar alguns passos essenciais para que tudo dê certo, de acordo com a visão dos especialistas. Para começar, não pode haver dúvida quanto à área escolhida. Não importa qual seja, você precisa estar absolutamente seguro de que é a que lhe interessa de fato e a que lhe proporcionará mais satisfação. Se tem dúvida, espere mais um pouco e avalie outras opções, pois se trata de uma decisão que definirá seu futuro.

Definida a área, saiba que você nunca vai parar de estudar. Sempre haverá novos livros, novas descobertas e a necessidade constante de se atualizar.

Depois, escolha a universidade com a melhor reputação em sua área, na cidade em que quer viver, e conheça em detalhes a rotina acadêmica, os professores mais destacados, os processos de admissão no mestrado e no doutorado e as bolsas disponíveis.

A partir daí, concentre-se em seus objetivos. Crie metas específicas, ano a ano, e tenha paciência para atingi-las uma a um, sem precipitação, consciente de que o caminho é mesmo longo.

Enquanto isso, fique ligado nos sites de notícias e sempre leia jornais, revistas e livros de sua especialidade e fora dela. É preciso ficar atento às tendências e a tudo o que está acontecendo no mundo. Além disso, a leitura constante aprimora naturalmente sua capacidade de escrever, o que é essencial na hora de redigir artigos, teses e outros trabalhos acadêmicos, sem precisar pedir a ajuda de outras pessoas.

Pense também na possibilidade de estudar em outro país, de preferência em uma universidade que dê ênfase à área que escolheu. Essa experiência é boa para a carreira acadêmica e, principalmente, para o seu desenvolvimento pessoal.

Aprimore-se sempre e mantenha aceso seu lado curioso. Aprenda outros idiomas, conheça o maior número possível de pessoas interessantes, converse bastante com seus professores, orientadores e colegas – enfim, mantenha-se ligado, sempre.

Por último, esteja pronto para revisar seus planos sempre que surgir alguma dúvida quanto aos objetivos que definiu. Vale muito mais reconhecer que não é bem isso o que queria do que insistir em algo que não parece promissor. Para ser realmente bom no que faz e, principalmente, para ter prazer genuíno, é preciso gostar de fato do trabalho que escolheu – e, evidentemente, ser um eterno estudante.