Home > Inovação no campo > Por que o Brasil é uma potência do agronegócio?
Inovação no campo

Por que o Brasil é uma potência do agronegócio?

Terras férteis com clima tropical e a dedicação dos agricultores para produzir mais e de forma sustentável garantem um futuro de sucesso para o agro brasileiro

02.03.2020 - Por Bayer Jovens

Certamente você já ouviu falar que o Brasil é uma potência do agronegócio. Mas, muitas vezes desconhece a causa do título. O sucesso agropecuário se dá basicamente pela combinação de muitas terras férteis e clima tropical. “Nesta terra, em se plantando, tudo dá!”, avisou Pero Vaz de Caminha. O mensageiro da época do descobrimento estava certo: é possível cultivar inúmeras espécies de plantas, de Norte a Sul do País. Além disso, atualmente a produção agrícola ocorre continuamente ao longo do ano, com muita tecnologia e eficiência.

Enquanto que em países de clima temperado, como os Estados Unidos, a produção é interrompida no inverno, aqui no Brasil é possível colher duas ou até três safras de grãos por ano. Por outro lado, a agricultura tropical oferece desafios. Na ausência da neve e do frio que extermina insetos, por aqui, as pragas encontram lavouras verdinhas o ano inteiro para se alimentarem e elas vivem em um ambiente mais favorável para a reprodução. Em terras tropicais, os produtores brasileiros precisam empenhar mais esforços para o controle de pragas, doenças e plantas daninhas nas lavouras.

A dinâmica da agricultura

Cada região agrícola tem um calendário que indica o período ideal de plantio e colheita para cada cultivo, conforme as condições locais de clima e as características de cada espécie de planta. O sistema produtivo mais popular se inicia entre setembro e novembro, com o plantio de soja. Após a colheita da soja, entre janeiro e março, o agricultor em seguida planta a segunda safra do ano, com milho, que, por sua vez, será colhido em meados de junho.

O sistema produtivo soja-milho é muito bem-sucedido no Brasil. Na safra 2019/20, estima-se uma colheita de 123,2 milhões de toneladas de soja e uma produção total em torno de 100 milhões de toneladas de milho, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para os produtores que investem em irrigação, o calendário agrícola geralmente fica mais agitado. Não é preciso “esperar a chuva chegar” para semear, por isso, os irrigantes aproveitam ao máximo o ano agrícola. Com irrigação, é possível plantar soja, milho e ainda cultivar uma terceira safra, com feijão, por exemplo.

Na região Sul do Brasil, a dinâmica de produção de grãos geralmente se diferencia: muitos agricultores plantam soja e milho na primeira safra e, durante o inverno, cultivam espécies que suportam o clima frio, como o trigo, a cevada, o centeio, entre outras opções. Independentemente da escolha de espécie cultivada, essa conjuntura produtiva só é possível por causa do Sistema Plantio Direto (SPD), um conjunto de técnicas conservacionistas que vêm sendo adotadas pelos produtores brasileiros gradativamente desde a década de 1970.

O Plantio Direto permite plantar uma lavoura “sobre” a outra. Ou seja, não são realizadas queimadas ou revolvimento do solo. Os “restos” de uma plantação já colhida são deixados no campo, eles entram em decomposição e formam uma palha benéfica que fertiliza e protege o solo. Essa prática sustentável evita a erosão e traz benefícios que promovem o aumento de produtividade das lavouras seguintes.

Além disso, os agricultores brasileiros estão adotando a técnica de rotação de culturas. Isso significa reservar cerca de 25% da área para plantar espécies como o capim braquiária, planta que comprovadamente melhora a estrutura do solo. Ao longo dos anos, as diferentes safras vão sendo “rotacionadas”, ou seja, mudam de área. A diversificação dos sistemas produtivos melhora a fertilidade do solo e alavanca a produtividade das safras seguintes. Tudo isso permite que o agronegócio brasileiro siga evoluindo. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário deve crescer 3,4% a 4,15%, divulgou a Agência Brasil.

A Bayer colabora para o avanço do agronegócio, oferecendo aos produtores inúmeras soluções integradas. Um exemplo disso é o serviço Patrulha Percevejo para os clientes Bayer, que permite monitorar e combater o percevejo. O inseto é uma das principais pragas que prejudicam a soja e ela ainda causa muitas perdas na segunda safra de milho. Com foco em promover a sustentabilidade do sistema produtivo, o Patrulha Percevejo melhora o manejo da praga durante as duas safras.

A Bayer mantém um vasto portfólio de sementes de alta qualidade genética e defensivos químicos eficazes para combater inúmeras pragas e doenças nas plantações, além de soluções para o controle de plantas daninhas. Outra ferramenta importante da Bayer é o Climate FieldView, uma plataforma digital que permite monitorar todas as operações agrícolas, aumentando a eficiência do manejo das lavouras.

Segurança alimentar e sustentabilidade

Com tanta tecnologia e os esforços dos produtores para produzir cada vez mais e de forma sustentável, o Brasil garante uma posição de destaque na produção mundial de alimentos. Muitas pessoas consideram o Brasil como o “celeiro do mundo”, justamente pela oferta de terras, recursos naturais disponíveis e as inúmeras possibilidades de cultivos.

O mundo terá 10 bilhões de habitantes em 2050 e a agricultura precisa avançar para atender o aumento da demanda e conseguir alimentar a humanidade. “A tecnologia será uma das chaves para o sucesso futuro do sistema alimentar. Não há potencial realista para criar um futuro sustentável de alimentos sem grandes inovações”, disse Tim Searchinger, pesquisador sênior do WRI e principal autor de um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o futuro alimentar. A ONU reforçou a necessidade de aumento da produção agrícola de forma sustentável, pensando também na redução das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com estudos da Embrapa, o sistema alimentar desempenha um papel importante na adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Cientistas defenderam uma abordagem sistêmica para entender a interação entre produção e consumo de alimentos e as mudanças climáticas, cuja conclusão foi publicada na revista Nature Food, no artigo Climate Change Responses Benefit from a Global Food System Approach, publicado na Nature Food. “A diversificação do sistema alimentar, estabelecendo sistemas de produção integrados e recursos genéticos de base ampla, pode reduzir os riscos das mudanças climáticas”, afirmou Murukesan Krishnapillai, cientista do College of Micronesia-FSM.

Bayer Jovens