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Saúde

Por que devemos cuidar da tireoide

Localizada no pescoço, essa glândula é responsável pelo funcionamento geral do organismo e, quando desregulada, compromete a saúde de várias formas

23.05.2019 - Por Bayer Jovens

Uma das maiores glândulas do corpo humano, com aproximadamente 5 centímetros, a tireoide tem muito poder sobre o nosso metabolismo. Localizada na região do pescoço, abaixo do pomo de adão, tem formato de borboleta, produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) e interfere em várias funções do organismo, entre as quais os batimentos cardíacos, o sono, o raciocínio, a memória, a capacidade de concentração, o funcionamento do sistema nervoso, a temperatura corporal, a regulação do intestino e a formação da massa muscular.

Por exercer tantos papéis, essa glândula mereceu até uma data especial, o Dia Internacional da Tireoide, celebrado em 25 de maio, para orientar as pessoas a respeito das principais disfunções tireoidianas, além de alertar para a necessidade da consulta médica, quando se tornar necessário. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia promove a Semana Internacional da Tireoide, de 20 a 25 de maio, que neste ano adotou o tema “Tireoide e gestação”, com diversas atividades de conscientização.

E não faltam justificativas para isso. Importantes em todas as fases da vida, os hormônios tireoidianos são liberados a partir de um comando da hipófise, estrutura localizada no cérebro. Atuam na formação dos órgãos fetais, principalmente o cérebro, assim como no crescimento, no desenvolvimento, na fertilidade e na reprodução.

Um desequilíbrio em sua produção compromete a saúde do corpo de várias maneiras. A baixa produção de hormônios tireoidianos (hipotireoidismo) ou a produção excessiva (hipertireoidismo) são os principais distúrbios, que acometem mais as mulheres do que os homens. Crianças também podem ser afetadas e, nesse caso, a falta desses hormônios compromete o crescimento e pode levar à deficiência intelectual. Por essa razão, o teste do pezinho, que detecta o mau funcionamento da glândula e é realizado em até 48 horas após o parto, é de extrema importância.

Os sintomas de hipo e hipertireoidismo costumam variar, mas todos podem parecer pouco importantes porque, muitas vezes, são confundidos com um mal-estar passageiro. Em ambos os casos, a prevenção é simples e tem como base a ingestão moderada de iodo, presente no sal de cozinha, em frutos do mar e em peixes como cavala, salmão, pescada e bacalhau.

De olho na saúde do brasileiro, que consome, em média, 12 gramas de sal diariamente (quando a Organização Mundial da Saúde recomenda 5 gramas apenas), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou reduzir há alguns anos o teor de iodo do sal de cozinha, de 20 a 60 miligramas por quilo para a faixa de 15 a 45 miligramas. Especialistas afirmam que, para ajudar a manter a tireoide saudável, são necessários nada mais do que 0,15 miligramas de iodo por dia.

Aproveite o Dia Internacional da Tireoide, celebrado em 25 de maio, para conhecer melhor os sintomas, as causas e os tratamentos das doenças relacionadas à tireoide. Para saber mais a respeito de hipo e hipertireoidismo, acesse as matérias Com o giro baixo e Hipertireoidismo[https://www.bayerjovens.com.br/pt/materia/?materia=hipertireoidismo] , publicadas aqui em Bayer Jovens.