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Inovação

O supermercado do futuro

No Amazon Go você chega, pega o que precisa e vai embora. Sem filas, sem caixas, rápido e fácil. A conta? É cobrada automaticamente

14.06.2017 - Por Bayer Jovens

De volta para casa, depois de um dia cheio, você precisa dar aquela passadinha ligeira no mercado para garantir a refeição da noite. Tudo seria simples e rápido se o lugar não estivesse lotado, com intermináveis filas nos caixas. Desanimador, certo? Foi isso o que pensou um pessoal muito criativo que viu no problema uma oportunidade e criou o Amazon Go, um supermercado diferente, livre de caixas – e de filas – em que você pega o que precisa e vai embora. A cobrança é automática, na conta do cliente na Amazon.

A “mágica” começa com o download de um aplicativo para smartphone. Para ter acesso à loja, o cliente escaneia o código do app logo na entrada. Enquanto faz compras, sensores e câmeras acompanham toda a sua movimentação. Ao retirar um produto da prateleira, este aparece no carrinho virtual, visível no smartphone. Se devolver o produto, ele desaparece da lista.

Chamada de Just Walk Out, a tecnologia criada pela Amazon é semelhante à utilizada em veículos autônomos: visão computacional, fusão de sensores, sistemas de deep learning e seus algoritmos.

Por enquanto, somente funcionários da Amazon podem fazer compras na loja, que fica na cidade de Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos. A inauguração para o público estava prevista para abril deste ano, mas de acordo com reportagem do The Wall Street Journal reproduzida na Época Negócios problemas técnicos adiaram a abertura.

O problema é que, atualmente, a tecnologia de rastreamento de produtos só funciona se há poucas pessoas na loja e quando elas se movimentam lentamente. Os produtos também precisam estar posicionados de maneira exata em suas respectivas gôndolas. Caso contrário, a mágica não acontece. Ainda não há uma data definitiva para a inauguração, mas já é possível se cadastrar no site do Amazon Go para ser notificado.

A ideia do Amazon Go é bacana, mas, ao mesmo tempo, um pouco perturbadora, uma vez que elimina a privacidade na hora da compra. E, com isso, cada vez mais as grandes corporações conhecem nossos hábitos, os produtos de que mais gostamos, como agimos em promoções, quanto gastamos, quando e como compramos.

Com essas informações em mãos, as empresas conseguem planejar direitinho formas convincentes para nos seduzir, oferecer o que às vezes não precisamos na hora e no local certo e, consequentemente, nos fazer gastar mais e mais. O mais impressionante é que, em troca de conforto, praticidade e inovação, entregamos, de forma voluntária, e felizes da vida, informações pessoais detalhadas para essas e outras empresas. Mas é o futuro cada vez mais próximo, invasivo e inevitável.