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Inovação

O que seria de nós sem os inventores?

O mundo não seria o mesmo sem essas mentes geniais que rompem limites e tornam a nossa vida cada vez melhor

04.11.2019 - Por Bayer Jovens

O que seria de nós sem os inventores?

Imagine o mundo sem internet ou telefone celular. Volte um pouco mais no tempo e pense como era possível viver sem livros, medicamentos, vacinas, automóveis, rádio, cinema ou televisão – sem eletricidade! E essas são apenas algumas das geniais e incontáveis invenções da humanidade, algumas com autores reconhecidos, outras anônimas, como as primeiras ferramentas do período paleolítico, o vidro da Era do Bronze e mesmo a emblemática roda, surgida há mais de 7 mil anos. Porque invenção é isso: uma pessoa imagina algo a partir de uma criação anterior, essa ideia é aperfeiçoada por outra pessoa e assim por diante, em um ciclo que nunca se interrompe.

Por trás de cada uma dessas inovações havia mentes brilhantes, curiosas e dispostas a dar um passo além e criar algo que ainda não existia. Para homenagear esses homens e mulheres brilhantes foi criado o Dia do Inventor, em 4 de novembro. Porém, como o conceito é amplo e envolve criatividade e imaginação, alguém provavelmente pensou que apenas um dia seria pouco e, assim, existem mais duas datas comemorativas: o 12 de novembro, Dia Nacional do Inventor, instituído no Brasil pela Lei 12.70, de 29 de outubro de 2009, e o 9 de novembro, celebrado em alguns países como homenagem à atriz e cientista austríaca Hedy Lamarr, famosa na era de ouro de Hollywood e criadora de uma tecnologia apontada como precursora da comunicação via satélite.

Assim, seria melhor dizer que novembro é o Mês do Inventor, uma boa oportunidade de lembrar cientistas à frente do seu tempo, como Arquimedes, Galileu Galilei, Johannes Gutenberg, Leonardo da Vinci, Isaac Newton, Guglielmo Marconi, Thomas Edison, Nikola Tesla, James Watt, Graham Bell, Samuel Morse, Henry Ford, Marie Curie, Albert Einstein, Steve Jobs e tantos outros que revolucionaram a história.

O Brasil também tem sua cota de inventores, a começar por Alberto Santos Dumont, que, além de criar o relógio de pulso, dividiu com os irmãos Wilbur e Orville Wright a glória de voar pela primeira vez em um avião. Antes disso, no século 17, o sacerdote Bartolomeu de Gusmão havia sido o primeiro a fazer com que um balão subisse e descesse de forma funcional, e por isso passou a ser chamado de “padre voador”.

Outro padre, Roberto Landell de Moura, é apontado como o primeiro a conseguir a transmissão de sons e sinais telegráficos sem fio, o que abriu caminho para a invenção do telefone e do rádio. Um terceiro padre brasileiro, Francisco João de Azevedo, inventou uma máquina de taquigrafia, no século 19, inspirado no teclado do piano.

Em 1936, o médico Manoel de Abreu criou um método inédito de radiografar órgãos do corpo humano, chamado de abreugrafia, em sua homenagem, e em 1950 ele foi indicado ao Nobel. Também médico, Vital Brazil desenvolveu em 1903 o soro antiofídico, a partir de anticorpos produzido no sangue de cavalos, e se tornou igualmente uma celebridade mundial.

Cerca de 300 inventos brasileiros, alguns muito curiosos, fazem parte do acervo do Museu das Invenções, criado em 1996 por Carlos Mazzei e instalado no bairro de Perdizes, na capital de São Paulo. Mazzei é também presidente da Associação Nacional dos Inventores, que, entre outras atividades, oferece apoio para o registro de patentes e para a produção e comercialização de novos produtos.

Atualmente, distantes da imagem romântica ou fantasiosa de “cientistas malucos”, os inventores modernos trabalham principalmente em laboratórios de química, física, biologia, eletrônica, matemática e outras especialidades, entre equipamentos sofisticados e algoritmos incompreensíveis. Neste exato momento, apoiada nos avanços da ciência e da tecnologia, uma legião de criadores prepara as novidades que logo chegarão até nós e poderão ser tanto uma equação quântica que vai revolucionar os sistemas de comunicação como a cura de uma doença fatal ou a resposta para a vida fora da Terra.

Pois é isso o que fazem esses geniais inventores: criar o que ainda não existe e é muito necessário ou o que nós nem sequer suspeitamos que possa existir algum dia. E ainda bem que é assim.