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Ciência

O céu que nos espera em 2018

Eclipses solares e lunares, chuvas de meteoros, alinhamentos planetários e outros eventos astronômicos que acontecem neste ano

09.02.2018 - Por Bayer Jovens

Numa época em que muitos de nós ficamos com a cabeça baixa, dentro e fora de casa, atentos ao smartphone e ao mundo virtual das mensagens, fotos, notícias, músicas, likes, mimimis e stories, olhar para o céu passou a ser algo pouco frequente. Você, por exemplo, quando foi a última vez que deu uma espiada na Lua e conferiu em que fase ela está? Ou teve paciência para ficar olhando até ver uma estrela cadente?

Quem deixar o celular um pouquinho de lado e prestar atenção ao céu ao longo de 2018 vai se surpreender com uma série de acontecimentos astronômicos possíveis de se observar a olho nu. Eclipses da Lua e do Sol, alinhamento de planetas e chuvas de meteoros, entre outros eventos, poderão ser vistos em vários lugares do mundo, em diferentes momentos. O primeiro deles - a superlua - aconteceu na noite do dia 1º de janeiro, quando a Lua estava cheia e pareceu maior e mais brilhante do que o normal devido à sua proximidade da Terra. Naquele dia, o satélite estava em seu ponto mais perto na órbita ao redor do nosso planeta. O fenômeno rendeu belíssimas fotos, muitas delas compartilhadas nas redes sociais.

Uma segunda superlua, a Blue Moon (Lua Azul), fechou o mês de janeiro. Ocorreu no dia 31 e foi acompanhada de um eclipse lunar total. Porém, o fenômeno não foi visível no Brasil, somente do oeste da América do Norte, passando por todo o Pacífico, até a Ásia Oriental.

Para quem perdeu ou curtiu a superlua e quer mais, o ano promete uma série de eventos astronômicos interessantes, observáveis no Brasil e em outras partes do mundo. Confira a seguir alguns dos principais fenômenos previstos para este ano.

  • 15 de fevereiro - Eclipse parcial do Sol

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Segundo estimativas do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o eclipse parcial do Sol (quando a sombra da Lua cobre um pedaço do astro) previsto para esta data poderá ser visto em algumas cidades do sul do país, na Antártica e em parte da América do Sul, especialmente no Chile e na Argentina.

  • 7 e 8 de março – Alinhamento de planetas

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Quem mora ou está de passagem pelos Estados Unidos entre o final de fevereiro e o começo de março poderá ver Saturno, Marte e Júpiter enfileirados no céu. E nos dias 7 e 8 de março a Lua estará no meio dos planetas, fazendo rápidas “visitas”.

  • De abril a dezembro – Chuvas e mais chuvas de meteoros

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São muitas as chuvas de estrelas cadentes previstas para 2018. Lugares afastados dos centros urbanos, com pouca ou nenhuma iluminação e um horizonte livre de obstáculos como prédios e construções, são os melhores lugares para observar o fenômeno, que poderá ser visto a olho nu. Confira o período de cada uma:

  • Líridas (de 16 e 25 de abril, com auge previsto para o dia 22)
  • Eta Aquaridas (de 19 de abril a 28 de maio)
  • Delta Aquaridas (de 12 de julho a 23 de agosto)
  • Perseidas (de 17 de julho a 24 de agosto, com auge previsto para os dias 12 e 13 de agosto)
  • Oronidas (de 2 de outubro a 7 de novembro)
  • Leonidas (de 6 a 30 de novembro)
  • Geminidas (de 4 a 17 de dezembro)
  • 15 de julho – Vênus e a Lua juntinhos

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Somente quem estiver nos Estados Unidos nesta data, curtindo o pôr do sol, terá a chance de presenciar o encontro do planeta Vênus com o satélite natural da Terra.

  • 27 de julho – Eclipse total da Lua

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O fenômeno - que ocorre quando o satélite fica encoberto pela sombra da Terra - poderá ser visto em todo o Brasil, na África, na Ásia, na Austrália e na Europa.

  • 27 e 31 de julho – Marte a olho nu

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No mesmo dia do eclipse total da Lua (27 de julho), o planeta vermelho dará as caras por aqui, atingindo seu ponto de maior visibilidade. Na forma de uma superestrela laranja, Marte estará localizado no lado oposto ao Sol. No dia 31, o planeta estará mais próximo da Terra e apresentará a sua maior e mais brilhante versão desde 2003. Quem perder o fenômeno terá de esperar até 2035 para ver Marte de novo tão pertinho da Terra - a uma distância de 57,6 milhões de quilômetros.

  • 11 de novembro - O Halloween está de volta

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Parece brincadeira, mas o asteroide 2015 TB145 recebeu este nome por causa de duas coincidências: seu formato - que lembra uma caveira - e a época em que passou perto da Terra - fim de outubro, quando muitos países comemoram o Dia das Bruxas. Em 2015, quando chamou a atenção dos cientistas, estava a uma distância de aproximadamente 486 mil quilômetros - apenas 1,3 vez a distância da Lua à Terra. Em novembro, passará a uma distância 105 vezes maior. Mesmo assim, perto o suficiente para que possa ser estudado pelos astrônomos.

Créditos das fotos: Max Pixel, Wikipedia, Pixabay e NASA