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Acontece na Bayer

Na luta contra o preconceito

No mês da Consciência Negra, o BayAfro, grupo de afinidade da Bayer dedicado à equidade racial, leva os colaboradores a pensar no papel diário de cada um nessa luta

21.11.2019 - Por Bayer Jovens

Por quais mudanças no mundo você quer ser lembrado quando o assunto é a luta contra o preconceito? Essa foi a pergunta feita a todos os colaboradores da Bayer durante uma semana de ações especiais organizadas pelo BayAfro, o grupo de afinidade da empresa dedicado às questões raciais e à luta contra a discriminação e o preconceito. No espírito da inclusão e da diversidade, pilares tão importantes, a Bayer promoveu uma série de atividades relacionadas ao mês da Consciência Negra, a fim de estimular o diálogo e aumentar a percepção de seus profissionais sobre comportamentos inconscientes que ajudam a perpetuar a desigualdade.

Logo do BayAfro, grupo de afinidade da Bayer que trata das questões de equidade racial

Na manhã de segunda-feira, 18 de novembro, a semana especial de reflexão sobre as questões raciais começou com Maurício Rodrigues, vice-presidente de finanças na Bayer. Ele abriu a manhã de palestras falando sobre a importância de eventos como esse, principalmente envolvendo a liderança da empresa, para que as mudanças que buscam no mundo realmente possam acontecer na prática dentro da companhia. Afinal, uma liderança consciente ajuda a mover todos na direção da mudança.

Maurício Rodrigues, vice-presidente de finanças na Bayer, faz abertura do evento

Colaboradores da Bayer reunidos na manhã de palestras em direcionadas ao mês da Consciência Negra

Ainda durante a cerimônia de abertura, alguns colaboradores membros do BayAfro apresentaram ao público dados sobre a população negra no Brasil, escravidão e racismo, além de contarem um pouco mais sobre a história do BayAfro e a missão que o grupo tem na empresa e na sociedade.

“É uma forma da Bayer, como uma empresa-modelo, contribuir com a sociedade trazendo à empresa uma representação maior do que é o Brasil de verdade, que tem cerca de 54% de negros em sua população. A gente quer que nós, como seres humanos, tenhamos consciência de que é preciso enfrentar e mudar esse legado da escravidão que ainda é algo recente”, explica Marcos Novais, coordenador de sistemas na equipe Order-to-Cash e um dos integrantes do BayAfro.

Feitas as primeiras apresentações, Maurício Rodrigues voltou ao palco para abrir caminho à primeira palestra da manhã, que contou com Hélio Santos, economista, professor e doutor pela Universidade de São Paulo. Santos proporcionou uma conversa franca com líderes a respeito da importância do papel da liderança na promoção da igualdade racial dentro e fora da empresa. O objetivo foi ajudar esses profissionais, tão importantes quando o assunto é inclusão corporativa, a compreender o tema de forma mais ampla e profunda e perceber os desafios e as oportunidades que surgem a partir de um olhar mais apurado.

“A questão racial não é um problema dos negros, é um problema da sociedade. Se me pedissem uma palavra-chave para decifrar o Brasil hoje eu diria que é equidade”, reflete Santos.

Hélio Santos fala aos colaboradores Bayer durante evento pelo Mês da Consciência Negra

Entre os diversos temas levantados, o professor Hélio teve a oportunidade de falar um pouco sobre os impactos do período de escravidão no Brasil, questões políticas, a necessidade de uma melhor gestão em relação ao tema no país que é o maior com população negra fora da África, assimetria radical e a importância de ações afirmativas.

“Para cada 10 anos de Brasil tivemos 7 de escravidão. Pensar que isso não teria impacto nos tempos atuais seria estar muito fora da realidade. Para o mundo corporativo, diversidade significa valorizar positivamente as diferenças. Diversidade não é uma salada de frutas, é algo que requer gestão”, destaca o economista.

Lideranças e colaboradores da Bayer presentes no evento organizado pelo grupo de afinidade BayAfro

Para fechar a sua palestra, Hélio Santos aproveitou ainda para elogiar a proatividade da Bayer em abrir caminhos para discussões e reflexões em torno de um tema de extrema importância como o preconceito. Afinal, como ele mesmo ressalta, “todos são iguais perante a lei, mas as oportunidades não são iguais e, no futuro, cada vez mais essa qualidade moral será exigida das empresas”.

Colaboradores e convidados externos acompanham dia de palestras sobre questões raciais

Outros dois convidados que trouxeram leveza e sensibilidade para um assunto tão sério e urgente foram o comediante Yuri Marçal e a escritora e youtuber Julia Tolezano, do canal Jout Jout Prazer. O objetivo do encontro era promover a reflexão e conscientização do papel de todos – negros e não negros – para a promoção de uma sociedade mais justa e igual, do ponto de vista racial. A dupla falou da importância de se posicionar e influenciar um grande número de pessoas – Júlia tem 2,3 milhões de seguidores no Youtube; Yuri tem 305 mil no Instagram – de levantar essa bandeira e quais as melhores formas de fazer isso para atingir, de maneira positiva e elucidativa, o maior público possível. A presença de Jout Jout - como é mais conhecida pelo grande público – foi muito importante para trazer à tona o envolvimento das pessoas brancas em relação ao tema e como quem se encontra em um lugar social e racial de privilégios pode contribuir na luta pela equidade racial. O painel com os dois convidados foi mediado por Aline Félix, especialista em Diversidade e Inclusão na Bayer.

Jout Jout e Yuri Marçal trazem seus pontos de vista a respeito das questões raciais no Brasil

A conversa teve início com Marçal contando um pouco sobre quando se identificou como negro e de que forma isso o impactou ao longo da vida. O humorista conta que começou a compreender as questões raciais quando notou que “na infância havia algo diferente no tratamento e nas situações que as outras crianças viviam” em comparação com a sua realidade. E reforça que isso ainda é algo perceptível mesmo após a vida adulta, em rodas de conversas com amigos.

“A cabeça meio que explode quando você se dá conta de que algumas coisas acontecem porque você é preto”, reflete.

Yuri Marçal, formado em direito, humorista e influenciador digital

Quando questionada sobre o ponto de vista das pessoas brancas em relação ao tema, Jout Jout levanta uma questão essencial: a reflexão sobre o passado que contribuiu para definir lugares de privilégio apenas a partir da cor da pele.

“Nós (brancos) precisamos pensar e conversar mais sobre o que os nossos tataravós fizeram e nós continuamos fazendo. Temos que elaborar como continuamos colonizando em questões do dia a dia, como quando achamos que tudo do homem branco é melhor, a língua, a religião, os conhecimentos, etc”, diz.

Jout Jout, influenciadora digital com mais de dois milhões de inscritos em seu canal no Youtube

A conversa entre os dois convidados gerou uma discussão muito rica em relação ao tema, com pontos de vista interessantes e que prendeu a atenção durante todo o painel. Uma das perguntas do público foi sobre o que eles fazem em relação aos seus desconfortos sobre o racismo. Ambas as respostas foram rápidas e certeiras: Yuri contou que usa seu trabalho com o humor como forma de transmitir seus incômodos de uma maneira mais leve, mas que provoca a reflexão e o entendimento fácil da mensagem que ele quer trazer. “O desconforto é importante. Tudo que é feito para melhorar algo nasce a partir do desconforto”, completa.

Já Jout Jout diz que tem espalhado o desconforto o máximo que pode. “Acho que o que posso fazer como branca é espalhar o desconforto. Precisamos estar atentos porque o preconceito está em coisas que no dia a dia parecem pequenas. Precisamos estar atentos sempre”.

Colaboradores da Bayer e convidados atentos e participativos durante painel com a presença de influenciadores

Além do dia de palestras, a Bayer também organizou outras ações em busca de gerar reflexão e conversas em torno do tema equidade racial. Ao longo do mês de novembro, foram distribuídos cartões com um QR Code em que - ao acessar com um smartphone - era possível ler frases racistas que estão enraizadas em nosso cotidiano para que não sejam mais reproduzidas, além de frases que provocavam conscientização a respeito do papel de todos na questão racial. Além disso, a empresa também indicou filmes sobre a temática, fez sorteio de livros e preparou duas atividades culturais muito especiais que serão realizadas com colaboradores convidados: um dia dedicado à culinária africana e um passeio ao Museu Afro Brasileiro, em São Paulo. Foram promovidas também ações em diferentes localidades, todas focadas em provocar conscientização.

Livros sorteados para os colaboradores sobre a temática racial

Outra ação de destaque e que chamou a atenção dos colaboradores foi um corredor de painéis instalado nas dependências da empresa chamado “Jornada da Consciência”, que possibilitou uma caminhada entre imagens de personalidades negras e não negras do mundo, contando um pouco de suas contribuições na história na luta pela igualdade racial.

Jornada da Consciência com fotos de personalidades, um pouco de suas histórias e contribuições à sociedade

O encerramento oficial do dia de evento foi feito por Maurício Rodrigues, vice-presidente de finanças da Bayer, que voltou para reforçar a importância de ações desse tipo na empresa, de grupos como o BayAfro e do seu orgulho em poder participar.

“Eu fico bastante feliz de poder contribuir com essa pequena parte. Nós vamos mudar a curva, vamos cobrar os líderes. Vamos levar um pouco do aprendizado, refletir sobre ele e contribuir para uma empresa melhor”, afirma.

Líderes da Bayer e colaboradores integrantes do grupo BayAfro

Essa, porém, não é a única data em que a Bayer se posiciona em relação à temática racial. A causa está presente no dia a dia dos colaboradores, em vários momentos, como no incentivo ao recrutamento de jovens negros para as vagas de estágio, como foi o caso de Juliana Gomes, uma estudante de ciências econômicas na PUC de São Paulo que decidiu trabalhar na empresa depois de participar do evento Juventude Negra na Bayer.

“Estava procurando uma empresa que praticasse a inclusão e a diversidade. Como uma mulher negra, acho que a gente precisa almejar certas coisas na vida e, para iniciar uma carreira, precisamos de empresas que levem a sério esse tema, uma empresa que nos abrace e que sente como somos. E em muitos lugares a gente percebe que não é assim”, disse Juliana que, em 2018 se inscreveu no programa de estágio e hoje trabalha na área dedicada à inclusão e à diversidade, lugar onde sempre quis estar.

Quer saber mais a respeito de inclusão e diversidade na Bayer? Veja como foi a Semana de Inclusão e Diversidade que aconteceu entre 30 de setembro e 3 de outubro deste ano, na sede da Bayer e em outras dez localidades. Palestras e painéis movimentados e dinâmicos, música, arte urbana e depoimentos surpreendentes e emocionantes mobilizaram os colaboradores e criaram ótimas oportunidades de reflexão. O evento contou também com os sponsors de todos os grupos de afinidade da Bayer, a saber: All In (gênero), BayAfro (racial), Blend (LGBT+), Infinite (gerações) e Enable (pessoas com deficiência).