Home > Saúde > Mulher adulta com acne? Estudo faz nova descoberta sobre a doença!
Saúde

Mulher adulta com acne? Estudo faz nova descoberta sobre a doença!

Genética é indicada como a causa do problema que afeta cerca de 50% das mulheres entre 21 e 30 anos.

04.04.2019 - Por Bayer Jovens

Se já era complicado lidar com a acne na adolescência, quando normalmente aparece por causa das transformações hormonais, imagine então quando as espinhas ressurgem ou se iniciam mais tarde, quando já somos adultos! E isso não é incomum.

Pesquisas apontam que a acne, uma doença inflamatória crônica, atinge cerca de 50% das mulheres com idade entre 21 e 30 anos e uma em cada quatro entre 31 e 40 anos. E mais: a acne tardia compromete também a qualidade de vida e o bem-estar psicológico. Depressão, ansiedade, raiva e baixa autoestima são alguns dos sintomas relatados por quem sofre com as as espinhas.

Um estudo desenvolvido pelo dermatologista Marco Rocha, professor voluntário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apresentado em evento promovido pela Bayer sobre o tema, na última semana de março, mostrou que fatores genéticos contribuem – e muito – para o surgimento da acne em mulheres adultas.

O especialista analisou a pele de 60 mulheres com e sem espinhas e concluiu que as que apresentam a doença dermatológica possuem receptores celulares denominados TOLL-like-2, que se conectam à bactéria da acne (cujo nome científico é Propionibacterium acnes) em maior quantidade e mais ativados, o que torna o problema mais frequente.

Ou seja, a diferença de uma pele com ou sem acne na fase adulta está relacionada ao número desses receptores celulares e em seu grau de ativação, e não na presença da bactéria. A Propionibacterium acnes aparece tanto em peles sadias quanto nas com acne. O professor explica que essa é uma característica genética.

Além disso, há outros fatores que também contribuem para a volta da acne – ou o ínicio, pois até quem nunca teve espinhas na adolescência pode desenvolvê-las na fase adulta. Entre as possíveis causas estão:

  • Anomalias ou alterações hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos e a hiperplasia adrenal
  • Estresse
  • Má alimentação
  • Tabagismo
  • Exposição aos raios ultravioleta
  • Pele com oleosidade excessiva – que pode ser causada pela proximidade da menstruação
  • Menopausa
  • Gravidez
  • Uso de determinados medicamentos e cosméticos
  • Privação de sono
  • Consumo de suplementos de academia e novos métodos anticoncepcionais, entre outros.

Tudo isso pode fazer com que o problema persista e tenha caráter prolongado.

No Brasil, atualmente, existem mais de 11 milhões de mulheres afetadas, segundo dados de Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios 2015. “Nos últimos 20 anos, houve um aumento considerável no número de incidência de acne na mulher adulta no mundo todo. Os estudos sugerem que esse crescimento se deu devido às novas rotinas da mulher, como a dupla jornada de trabalho e o aumento do estresse, por exemplo. Esse é um desafio também para a medicina.

“Precisamos investigar para oferecer novas alternativas e tratamentos mais eficazes, que devolvam a autoestima a essas mulheres”, explica o profesor Marco Rocha.

Esse tipo de acne tardia se concentra mais frequentemente na mandíbula, na região perioral (ao redor da boca), no queixo e no pescoço. Para descobrir as origens, é indispensável a consulta com um dermatologista e, como há diferentes causas, pode ser necessário fazer um acompanhamento com outros especialistas, como o endocrinologista e o ginecologista.

O tratamento costuma ser feito com o uso de medicamentos tópicos ou orais e uma dieta leve e saudável, livre de alimentos com alta carga glicêmica, como farinha branca, carboidratos processados, açúcar refinado, refrigerantes e chocolate). Também são importantes a higienização regular (nada de ir para a cama de maquiagem), proteção solar e um esforço relacionado à diminuição do estresse no dia a dia.

Apresentado por Ana Hickman, o evento “Acne na mulher adulta: uma nova doença crônica” foi promovido pela Bayer em São Paulo, na última semana de março. Além do dermatologista Marco Rocha, contou com a presença das médicas especialistas Edileia Bagatin, Thaís Proença e Maria Cecilia Rivitti Machado. Também houve sessões de maquiagem e de hidratacão, com a equipe Jacques Janine.

Publicado em Saúde
Bayer Jovens