Home > Acontece na Bayer > Laços da paternidade
Acontece na Bayer

Laços da paternidade

Para celebrar o Dia dos Pais, reunimos alguns relatos emocionantes sobre como as relações familiares transformaram a vida dos colaboradores da Bayer

10.08.2017 - Por Bayer Jovens

Em homenagem às comemorações do Dia dos Pais, contamos aqui a história de alguns colaboradores da Bayer, que tiraram da família e da paternidade grandes lições para a vida.

Cleidson Marques - Brand Manager

Lavínia nasceu saudável, parto normal, 38 semanas. Tudo parecia perfeito, mas, antes mesmo dela completar dois anos, começaram os primeiros sinais de alerta. “Ela estava sempre resfriada e abaixo peso considerado ideal. Por isso, resolvemos trocar de pediatra”, relembra Cleidson. A primeira consulta com o novo médico fez a vida da família mudar completamente. Foi neste momento que os pais da pequena Lavínia descobriram que ela tinha um problema no coração.

O pai lembra até hoje como a notícia os fez perder o chão. Foram meses em uma rotina de exames e investigações médicas até que o diagnóstico de cardiopatia congênita determinasse a necessidade de uma cirurgia. “Não desejo a angústia da UTI Infantil para nenhum pai neste mundo. É assombroso e muito triste ver bebês e crianças conectados a tantos aparelhos e lutando para viver. É muito difícil também ver pais desesperados, assim como nós estávamos, dias sem comer, tomar banho e dormir” conta ele.

“No auge do nosso desespero, eu e minha esposa saímos da UTI aos prantos. Naquela manhã, ainda muito cedo, encontrei minha irmã no esperando do lado de fora. Ela faltou no trabalho, pegou um taxi, mesmo com poucas condições financeiras para isso, e estava lá para me apoiar no momento mais difícil da minha vida. Neste dia, ficou claro para mim o valor de ter um irmão”, emociona-se Cleidson. Foi essa emoção que motivou o casal a ter o segundo filho, ou melhor, filha, a pequena Lorena, hoje com um ano, chegou apenas 2 anos depois que Lavínia teve alta.

Patricia Chan - Business Controller Pharma

A história da colaboradora Patrícia Chan começa a quase 18 mil quilômetros, na China. Aos 20 anos, seu pai saiu da pequena cidade de Cantão cruzou três continentes em uma embarcação clandestina, acompanhado de seus pais. Fugir da recessão que assolou seu país depois da segunda guerra foi apenas o primeiro desafio. Depois de uma parada no continente Africano, o navio passou pelo Canadá. De lá, seguiu viagem sem seu pai, que faleceu. Meses depois ele e sua mãe desembarcaram no Brasil, na região de Campinas.

Por lá, encontrou no trabalho a força para recomeçar. A barreira da língua não o impediu de conquistar uma vaga em uma lanchonete da cidade. “Sem falar português, ele virou motivo de piadas entre os clientes, mas se manteve firme. Após três anos o dono do estabelecimento, vendo a determinação do meu pai, resolveu lhe oferecer uma sociedade” conta Patrícia.

Determinação sempre foi sua marca. Ser reconhecido em seu primeiro emprego no Brasil fez com que ele se dedicasse cada vez mais a aprender nosso idioma e cultura. O resultado é uma trajetória de sucesso, empreendedorismo e dedicação à família. “Eu tenho muito orgulho de ser sua filha e, além do exemplo que ele sempre foi para mim, minha maior lembrança é o carinho que demonstrava fazendo as nossas refeições em casa, com toda família reunida” completa.

Leandro Estevam de Matos - Consultor Técnico

Leandro Estevam tem apenas 43 anos e já é pai de um universitário. Para ele, no entanto, enfrentar os desafios dessa fase é um pouco mais fácil. Isso porque, ele viveu na pele, ainda muito jovem, as dificuldades da paternidade precoce.

“Meu filho nasceu quando eu tinha apenas 16 anos. Ele é fruto de um relacionamento muito imaturo e que não tinha nenhuma possibilidade de evoluir para oferece-lo a estrutura familiar necessária. Mesmo assim, assumi todas as responsabilidades da paternidade e amadureci muito com isso”, recorda Leandro.

Quando Roger tinha 3 anos, a mãe optou por deixá-lo exclusivamente aos cuidados do pai. “Foi maravilhoso, tivemos a oportunidade de construir uma relação de amizade, confiança e respeito mútuo. Hoje aquele, meu bebezinho cresceu e se tornou um homem do qual me orgulho muito. Já está finalizando o curso de Direito e determinado a ser um Delegado Federal. Para mim, é motivo de orgulho e satisfação ver que valeu a pena cada momento que vivemos”, comemora Leandro.