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Melhorando Vidas

Informação é a chave para prevenção de gravidez não planejada

Na Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, Bayer reforça a importância da informação sobre métodos contraceptivos

10.02.2020 - Por Bayer Jovens

A gravidez não planejada transforma a vida de milhares de meninas brasileiras. Ter um filho durante a adolescência impacta nos planos dessas jovens mulheres, que muitas vezes interrompem os estudos e adiam a construção de uma carreira dos sonhos.

De acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado em 2019, o Brasil registrou 62 adolescentes grávidas para cada grupo de mil mulheres entre 15 e 19 anos. Esse resultado é preocupante, pois o Brasil supera a taxa mundial de gravidez na adolescência, que corresponde a 44 grávidas para cada grupo de mil adolescentes.

De acordo com Anna Cunha, oficial para Saúde Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, as adolescentes precisam se empoderar para exigir que os seus parceiros tenham um comportamento mais responsável. “Os rapazes também precisam encarar a contracepção como de responsabilidade deles para que tomem as medidas necessárias para evitar a paternidade antes da hora”, afirmou Anna Cunha em notícia do jornal Metrópoles.

Em muitos casos, a gestação precoce representa riscos para a saúde da menina, cujo corpo ainda está em formação. Sem contar os impactos para a família da gestante e para a sociedade. A gravidez na adolescência é uma das principais causas de evasão escolar.

Uma pesquisa da Fundação Abrinq revelou que 30% das mães adolescentes não conseguiram concluir o Ensino Fundamental. “A gravidez precoce é, sem sombra de dúvida, um fator propagador de pobreza para a geração seguinte. Essa menina provavelmente sai da escola, não se forma, não acessa bons postos de trabalho e, portanto, provavelmente vai constituir uma família pobre”, afirmou Heloísa Oliveira, administradora-executiva da Fundação Abrinq, em reportagem do Jornal Nacional.

Contracepção

Para reduzir as elevadas taxas de gestação precoce, é fundamental investir em educação sexual e possibilitar que os jovens tenham acesso à informação. A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, criada pela Lei nº 13.798, cumpre um importante papel por promover anualmente eventos educativos, sempre na semana do dia 1º de fevereiro.

O que a experiência médica e a ciência mostram é que o acesso destas jovens à informação sobre os diferentes métodos contraceptivos é muito importante para o sucesso das campanhas. Um estudo global da Bayer com apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o TANCO, mostrou que as mulheres, em geral, têm grande desconhecimento sobre alguns métodos. Exemplo disso são os métodos de longa duração, como DIUs, que as sociedades médicas recomendam como a primeira opção contraceptiva para adolescentes, já que oferecem mais segurança e eficácia, e não dependem de administração diária, como as pílulas. Consequência disso é que as taxas de uso desses métodos ainda são significativamente baixas. No Brasil, apenas 10% das entrevistadas os utilizam.

Essa baixa adesão tem relação direta com a falta de informação sobre o tema – 70% das participantes do estudo afirmaram que considerariam o contraceptivo de longa duração se recebessem mais informações de seus médicos. Ou seja: nota-se uma falha de comunicação que precisa ser reparada para que as mulheres, e principalmente as jovens, façam a melhor escolha de acordo com sua realidade.

Os métodos de longa duração apresentam elevada eficácia em prevenir a gravidez por um período prolongado – até 3, 5 ou 10 anos. Além disso, não exigem que a mulher se lembre de tomá-los para fazerem efeito e são reversíveis. Existem três contraceptivos que se enquadram nessa definição: o DIU hormonal, DIU de cobre e implante hormonal. Tanto o DIU hormonal como o de cobre são pequenos dispositivos em forma de T, inseridos no útero. Já o implante fica abaixo da pele, na parte superior do braço. Todos devem ser colocados por um profissional de saúde.

O DIU hormonal, método disponível e coberto pelos planos de saúde, libera uma dose baixa de progesterona no útero de forma contínua, o que dificulta o encontro do espermatozoide com o óvulo. Já o DIU de cobre, disponível na rede pública, libera íons de cobre no útero, que imobilizam o espermatozoide e dificultam sua mobilidade em torno da região, mas não impedem os ovários de liberarem um óvulo por mês. Já o implante age no organismo da mulher bloqueando a liberação de óvulos pelos ovários.

O estudo ainda revelou que a maioria das mulheres não se sentem suficientemente informadas sobre os métodos disponíveis pelos médicos. Por isso, algumas medidas são essenciais: as mulheres devem levar ao ginecologista todas as informações necessárias sobre o que buscam, seu planejamento familiar e características pessoais, enquanto o profissional tem a responsabilidade de explicar sobre cada método disponível e indicar o mais adequado para seu perfil; em paralelo, é importante também que jovens e mulheres de todas as classes sociais e regiões tenham acesso à informação baseada em evidências científicas, para que se sintam seguras para fazer o que é melhor para sua vida. A informação é a ferramenta mais importante para que elas tenham a liberdade de escolher o que é melhor para elas.

Bayer Jovens