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Hipertensão Pulmonar: silenciosa e agressiva

De difícil diagnóstico, a hipertensão pulmonar não apresenta sintomas até que esteja em estado avançado

02.05.2019 - Por Bayer Jovens

Pouco se fala em hipertensão pulmonar, mas essa é uma doença que merece muita atenção, tanto que foi criada uma data especial para alertar as pessoas para a sua gravidade e para a necessidade de prevenção e cuidados: o 5 de maio, Dia Mundial da Hipertensão Pulmonar. O problema atinge pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e etnias, e em diferentes idades. Os primeiros sintomas demoram a aparecer e, mesmo quando detectados, tornam o diagnóstico difícil, já que são comuns a várias outras enfermidades.

A hipertensão pulmonar pode ser tratada, dependendo da gravidade, com medicamentos que retardam sua progressão e reduzem os sintomas. Mesmo assim, a qualidade de vida pode ficar bastante comprometida. No mundo, são mais de 25 milhões de pessoas afetadas, segundo dados da Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Arterial Pulmonar (Abraf). Estima-se que o número seja ainda maior, e muitas dessas pessoas nem saibam que têm a doença. Uma pesquisa realizada pela Abraf, em parceria com a Bayer, mostrou que 76% dos brasileiros não conhecem a doença.

Por tudo isso, é bom saber mais a respeito da hipertensão pulmonar, que é agressiva e potencialmente letal.

O que é?
A doença é provocada pelo estreitamento das artérias responsáveis por levar o sangue do coração até os pulmões. A força que o órgão precisa fazer para bombear o sangue pelos vasos reduzidos resulta em aumento da pressão arterial nos pulmões e dilatação do coração. Com o tempo, a hipertensão pode levar à falência cardíaca e até à morte.

Causas
As razões pelas quais as artérias sofrem esse estreitamento ainda não são totalmente compreendidas pela comunidade médica. O que se sabe é que outras doenças cardíacas e pulmonares podem agravar a hipertensão pulmonar, assim como coágulos sanguíneos, doenças no tecido conjuntivo, tireoide, infecção por HIV, fator hereditário e outras complicações.

Principais sintomas

  • Falta de ar e dificuldade de respirar durante atividades rotineiras, como subir escadas; em estágios mais avançados, quando a hipertensão é severa, o paciente pode ter esse sintoma mesmo em repouso
  • Fadiga
  • Tontura
  • Pulso acelerado
  • Desmaios
  • Dor no peito
  • Inchaço nos tornozelos, abdome e pernas
  • Coloração azulada nos lábios e na pele

Quem sofre de hipertensão pulmonar sente cansaço progressivo, que piora com o tempo, mesmo com a diminuição do esforço. Por exemplo, se no começo era díficil andar alguns poucos quarteirões, com o avanço da doença tarefas simples como tomar banho ou pentear o cabelo podem se tornar exaustivas.

Por que o diagnóstico é difícil?
No início, a hipertensão pulmonar é assintomática, ou seja, não apresenta sinais. Os sintomas só aparecem em um estágio mais avançado, o que compromete o tratamento. Além disso, os sintomas podem ser confundidos com estresse, falta de condicionamento físico, asma e até síndrome do pânico.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico precoce é capaz de salvar vidas. O médico Caio Julio Cesar dos Santos Fernandes, pneumologista do Grupo de Circulação Pulmonar do Incor-Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, um dos centros especializados em hipertensão pulmonar no Brasil, disse em entrevista ao jornal Extra que “para um diagnóstico definitivo é necessária a inserção de um cateter especial sensível à pressão no lado direito do coração, chamado cateterismo cardíaco direito”. Porém, antes desse cateterismo são feitos vários outros exames.

Quem é mais atingido?
Segundo a Abraf, a hipertensão pulmonar é mais comum em adultos jovens e em mulheres, embora não discrimine ninguém: ocorre independentemente do sexo, idade, raça e etnia.

Tratamento
Gisela Martina Bohns Meyer, coordenadora do serviço de hipertensão pulmonar da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, disse em matéria publicada no site R7 que há 20 anos o único tratamento existente era o transplante de pulmão. Atualmente, há uma cirurgia para um dos cinco tipos da doença – a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC) –, chamada endarterectomia pulmonar, que remove o material que dificulta a passagem do sangue nas artérias. Porém, apesar de curar o paciente, não pode ser feita em 40% deles.

A hipertensão pulmonar pode ser tratada, em alguns casos, com o uso de medicamentos que retardam sua progressão e reduzem os sintomas, e assim melhoram a qualidade de vida do paciente. Em 2016, a Anvisa aprovou no Brasil um fármaco produzido pela Bayer para tratar a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica.

Bayer Jovens