Home > Saúde > Gravidez não planejada: como evitar
Saúde

Gravidez não planejada: como evitar

Estudo global realizado pela Bayer mostra que as informações sobre métodos de contracepção de longa duração ainda são pouco difundidas entre as mulheres

25.09.2019 - Por Bayer Jovens

A gravidez não planejada é um problema de saúde pública e um drama para grande número de mulheres. De acordo com a pesquisa "Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre parto e nascimento", coordenada pela Fiocruz, 55% das mulheres entrevistadas não planejaram sua última gestação, e nesse grupo 30% não queriam engravidar, 9% ficaram insatisfeitas com a gravidez e 2,3% tentaram abortar. E mais: dados do Ministério da Saúde citados pela ONU revelam que cerca de 18% dos nascimentos no Brasil são de mães entre 10 e 19 anos, e a cada dez crianças que nascem duas são de adolescentes.

Métodos de prevenção a gravidez

Por tudo isso, as entidades de saúde são unânimes em afirmar que é preciso prevenir a gravidez não planejada. Além de seu enorme impacto econômico e social, esse cuidado está diretamente relacionado ao poder de escolha da mulher, ao respeito ao seu tempo e ao seu corpo e à sua capacidade de tomar uma decisão que irá influenciar sua vida e a de sua família.

Evitar uma gravidez não planejada também é importante para diminuir os índices de mortalidade materno-fetal e o nascimento de bebês prematuros ou abaixo do peso, uma vez que gestantes que não programaram sua gestação tendem a não fazer o pré-natal. O Dia Mundial de Prevenção da Gravidez não Planejada, em 26 de setembro, foi criado justamente para abordar essa questão com mais cuidado e para divulgar os métodos de contracepção mais seguros e que mais se harmonizam com as necessidades de cada mulher.

O problema é que, como apontou um estudo global realizado pela Bayer, com o apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), as mulheres ainda têm pouca informação a respeito desse assunto tão importante e decisivo. Denominada Tanco – Think About Needs in Contraception (pensando a respeito das necessidades em contracepção, em tradução livre), a pesquisa envolveu mais de 7 mil mulheres e 726 ginecologistas de 11 países da Europa e o Brasil e mostrou que a adesão a contraceptivos de longa duração é baixa justamente no grupo para o qual é a mais indicada: mulheres com idade entre 18 e 29 anos que não pretendem engravidar ou planejam ter filhos nos próximos três a cinco anos e as que têm 40 e 49 anos e já completaram o planejamento familiar. Entre as brasileiras, apenas 10% utilizam esses métodos.

Globalmente, o estudo mostrou que também é reduzido o número de mulheres que utilizam o DIU hormonal (também conhecido por SIU – Sistema Intrauterino), um dos métodos contraceptivos de longa duração, ao lado do DIU de cobre e do implante hormonal. Mesmo sendo o mais eficaz dentre todos os métodos, apenas 6% das mulheres entrevistadas usam DIU, disponível também no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma em cada dez entrevistadas disse que usa apenas preservativo e três em cada dez utilizam pílulas combinadas, que contêm progesterona e estrogênio, hormônios femininos

“Os métodos de longa duração apresentam elevada eficácia na proteção da mulher contra a gravidez por um período prolongado, de três até dez anos. Além disso, não dependem da mulher se lembrar de usá-los para fazer efeito e são reversíveis”, explicou Ilza Monteiro, ginecologista da UNICAMP e membro da diretoria da Febrasgo, e uma das autoras do estudo.

A médica disse ainda que a baixa adesão aos métodos de longa duração se dá pela falta de informação sobre o tema e por uma falha na comunicação entre a paciente e o profissional de saúde. De acordo com a doutora Ilza, “quase 70% das participantes do estudo afirmaram que pensariam em usar o contraceptivo de longa duração se recebessem mais informações de seus médicos”.

A utilização desse tipo de contraceptivo, além da eficácia, do conforto e da segurança para a mulher, promove impacto financeiro e social importante. Entre as adolescentes, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a gravidez não planejada está associada à maior propensão à pobreza, maior taxa de desemprego, menores salários e menor nível educacional.

Outro dado alarmante apresentado pela pesquisa da Bayer foi o número de brasileiras que fizeram uso dos contraceptivos de emergência: 51% já recorreram ao método pelo menos uma vez na vida, o que coloca o Brasil como um dos países com maior número de uso desse recurso, na comparação com a média global. Também conhecido como pílula do dia seguinte, o contraceptivo de emergência não deve ser utilizado com frequência, pois libera uma dose alta de hormônio.

Para alertar a mulher a respeito do seu poder de escolha, principalmente no que diz respeito à sua saúde, a Bayer também lançou em junho deste ano a campanha Melhor Pra Mim. Estrelada pela cantora e compositora Ludmilla, destaca o empoderamento feminino e a liberdade da mulher decidir o que é melhor para ela em todos os aspectos, sobretudo a saúde, ao mesmo tempo que estimula a discussão sobre métodos anticoncepcionais, como você pode ver no vídeo a seguir.

A Bayer também apoia o reality show Melhor Pra Elas, apresentado pela atriz e modelo Karina Bacchi, que estreou em 28 de julho, na RedeTV! O mote do programa é mostrar a força das mulheres e sua capacidade de reagir a situações emocionais frustrantes e à desigualdade de gênero.

PARTICIPE: Nesta quinta, 26 de setembro, o Bayer Jovens promoverá uma live no Facebook onde você poderá tirar suas dúvidas sobre saúde feminina e contracepção.

Bayer Jovens