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Feminismo nas telas

Filmes, séries e documentários ajudam a entender o movimento que busca a igualdade de gênero e o empoderamento da mulher

06.07.2018 - Por Bayer Jovens

Elas lutam por mais direitos. Eles, muitas vezes, não entendem do que elas tanto reclamam. O ideal seria que todos compreendessem melhor o feminismo, o movimento que busca a igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres, para que todos se ajudassem e vivessem de forma mais harmoniosa e respeitosa em uma sociedade política, social e economicamente mais justa.

Diferentemente do que muita gente pensa, o feminismo não é uma luta entre homens e mulheres, em que elas estão contra eles e eles, para “sobreviver”, precisam se defender ferozmente. A ideia do feminismo é que todo mundo viva em paz, com liberdade de escolha e com os mesmos direitos e responsabilidades, independentemente do gênero, da etnia e da orientação sexual de cada um.

E não é só isso, pois o feminismo é mais complexo. Para ajudar a entender o movimento, que redefine valores e requer mudança de comportamento de homens e mulheres, selecionamos alguns filmes, séries e documentários a respeito do tema. Confira.

  • She is beautiful when she's angry (2014)


    Toda mulher já ouviu alguém dizer: “Você fica linda quando está brava” - exatamente o título do documentário, em tradução livre. Dirigido por Mary Dore e disponível na Netflix, a produção mostra o olhar inspirador de mulheres que lideraram o movimento feminista dos anos 1960 nos Estados Unidos. Estão lá personagens importantes como Virginia Whitehill, a pioneira ativista que falou à Suprema Corte norte-americana durante o processo de legalização do aborto no país; Eleanor Holmes Norton, a primeira mulher a presidir o Comitê de Igualdade de Oportunidades de Emprego nos Estados Unidos, e Kate Millet, autora do clássico Política Sexual, entre outras.
  • As sufragistas (2015)


    Baseado em fatos reais, o filme, ambientado na Inglaterra no início do século 20, mostra a luta das mulheres pelo direito ao voto e de participar da vida política do país. Com Helena Bonham Carter, Meryl Streep e Carey Mulligan, esta última no papel de uma operária sexualmente assediada pelo patrão.
  • Growing up Coy (2016)


    Ser feminista é também lutar pelos direitos da comunidade LGBTQ. Crescendo com Coy, em tradução livre e disponível na Netflix, mostra a batalha pública de uma família do Colorado pelos direitos de sua filha transgênero Coy.
  • A Dama de Ferro (2012)


    Meryl Streep encarna Margaret Thatcher, a primeira mulher a ocupar o posto de primeira-ministra do Reino Unido. A cinebiografia da Dama de Ferro, como Thatcher era chamada, mostra as dificuldades e os preconceitos que sofreu para chegar ao cargo e os momentos tensos durante as complicadas decisões políticas e financeiras que tomou em um ambiente altamente hostil e patriarcal.
  • Livre (2014)


    A personagem de Reese Witherspoon viaja 4.200 quilômetros pela costa oeste dos Estados Unidos em busca de sua identidade e de um sentido para a vida depois de passar por uma hecatombe pessoal ao perder a mãe, divorciar-se e ainda ter que lidar com seu vício em drogas.
  • Jessica Jones (2018)


    Baseada nos quadrinhos da Marvel, a série da Netflix aproveita a relação da super-heroína com o vilão Kilgrave para abordar questões relacionadas a assédio, relações abusivas e controle emocional.
  • Estrelas além do tempo (2017)


    O filme mostra a emocionante trajetória das matemáticas Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson, três mulheres negras que, nos anos 1960, quando as leis de segregação racial ainda estavam em vigor nos Estados Unidos, trabalharam no projeto que levou o primeiro norte-americano ao espaço.