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Inovação

Entenda o que é uma cultura data driven

Nas empresas modernas as decisões devem se basear na combinação de dados disponíveis e não na intuição ou em “achismos”

17.12.2019 - Por Bayer Jovens

Em português, data driven significa “orientado por dados”, ou seja, baseado em múltiplas informações objetivas, contrapondo-se à intuição e à especulação. Esse critério pode ser aplicado nas nossas escolhas do dia a dia, mas nas grandes empresas adquire um sentido mais amplo e envolve uma mudança de cultura e novas abordagens. Não se trata de um projeto para o futuro, e sim de uma realidade em que todo o potencial das informações, estáticas e dinâmicas, disponíveis hoje é utilizado de forma integrada e inteligente.

Para entender o conceito, faça a você mesmo essa pergunta-chave: na hora de tomar uma decisão de negócios que pode provocar um impacto na empresa e nas pessoas, por que se basear apenas nas experiências do passado ou na subjetividade, se hoje há um volume enorme de informações relevantes à disposição? A resposta é óbvia, e no ambiente corporativo a cultura data driven requer uma mudança de mindset (configuração do pensamento) para a reorganização de processos, tecnologia e métricas, a fim de que a combinação de dados de diferentes fontes permita a definição de planos estratégicos mais precisos, com previsão de riscos futuros e identificação de oportunidade de negócio.

Para entender o conceito, faça a você mesmo essa pergunta-chave: na hora de tomar uma decisão de negócios que pode provocar um impacto na empresa e nas pessoas, por que se basear apenas nas experiências do passado ou na subjetividade, se hoje há um volume enorme de informações relevantes à disposição? A resposta é óbvia, e no ambiente corporativo a cultura data driven requer uma mudança de mindset (configuração do pensamento) para a reorganização de processos, tecnologia e métricas, a fim de que a combinação de dados de diferentes fontes permita a definição de planos estratégicos mais precisos, com previsão de riscos futuros e identificação de oportunidade de negócio.

“Google Analytics, mídias sociais, sistemas de BI interno, dados adquiridos de outras fontes e CRMs são exemplos de ferramentas usadas da cultura data driven, além da construção de habilidades analíticas entre os funcionários da empresa”, explica Leo Santos, que participou da implantação do processo na Bayer, no primeiro semestre deste ano. “Temos uma enorme gama de dados no SAP, que é o grande sistema de gestão que abriga todas as informações corporativas de maneira estática. Em paralelo, também temos informações dinâmicas que unem dados dos clientes, do mercado, de parceiros e até dados públicos. Podemos dizer que na cultura data driven esses dados vão interagir entre si para gerar resultados de sucesso de alto desempenho”, acrescenta Leo.

As empresas modernas, de maneira geral, já contam com um grande volume de dados, mas é preciso saber analisar corretamente essas informações antes da tomada de decisão, em todos os níveis de gestão. Essa capacidade de análise é a base da cultura data driven, que propõe o envolvimento de toda a organização no processo, como forma de potencializar a utilização das informações. Para isso, alguns procedimentos são necessários:

  • criação de uma base de governança de dados, para facilitar a utilização das informações por pessoas e computadores;
  • criação de um ambiente de laboratório de dados, para análise e investigação das informações pelas equipes multidisciplinares;
  • garantia da segurança dos dados, para evitar o acesso indevido a informações estratégicas e proteger a empresas de ameaças acidentais ou intencionais de modificação não autorizada, roubo ou destruição;
  • definição de novos modelos de interação, considerando a possibilidade de colaboração de empresas de tecnologia, startups e instituições de ensino;
  • adoção de tecnologia eficiente, que possibilite análises em tempo real e em alta velocidade e que seja dinâmica e flexível.

Também é preciso lembrar que a cultura data driven não pode ser aplicada de uma hora para outra e não depende unicamente de recursos tecnológicos. Trata-se de um processo gradual, de mudança de mentalidade, geralmente conduzido pelo time de Data & Analytics, em um movimento estruturado em cinco pilares: pessoas, processos, dados, tecnologias e assets, este último compreendendo os recursos digitais da empresa.

Em relação aos resultados, de acordo com o portal Thinking With Google, as empresas mais maduras na aplicação da cultura data driven estão crescendo até 30% em eficiência e 20% em receita. E o site completa: “Hoje, apenas 2% das empresas estão nesse estágio mais avançado do uso orientado de dados, e isso revela um enorme potencial pela frente”.

Bayer Jovens