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Em busca da cura do Alzheimer

Os avanços da biotecnologia podem ser uma arma decisiva no combate a essa doença degenerativa que acomete 1,2 milhão de brasileiros

20.09.2019 - Por Bayer Jovens

É como se uma borracha fosse apagando aos poucos toda a memória de uma vida, a começar pelos fatos mais recentes. A isso se somam a desorientação quanto a lugares e datas e o não reconhecimento de pessoas próximas, às vezes filhos e netos, além de mudanças de humor, irritabilidade e agressividade, até que surgem transtornos mais graves, como alucinações e dificuldade para falar e se alimentar. Essa é a triste sequência do avanço do Alzheimer, uma doença degenerativa, progressiva, irreversível e, por enquanto, incurável, cujo tratamento, atualmente, se resume a amenizar os sintomas, geralmente por meio de medicamentos anticolinesterásicos.

No mundo, a enfermidade acomete 36 milhões de pessoas, entre as quais 1,2 milhão de brasileiros, números que devem aumentar 85% até 2030, na média global, e 146% na América Latina tropical, região com maior aumento percentual, de acordo com dados da Alzheimer’s Disease International citados pela Federação Médica Brasileira. O Alzheimer responde por 60% dos casos de demência em idosos e é mais frequente em pessoas com mais de 65 anos, embora possa ocorrer por volta dos 50 anos.

Esse quadro justifica plenamente a criação do Dia Mundial da Doença de Alzheimer, em 21 de setembro, instituído em 1994 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de levar à população informações e orientações a respeito de prevenção e tratamento. O nome da patologia é uma homenagem ao psiquiatra alemão Aloysius Alzheimer, que acompanhou por vários anos a evolução dos sintomas de uma mulher, Auguste Deter, internada em um hospital de Frankfurt e depois publicou um relatório sobre o caso, pela primeira vez.

Isso aconteceu em 1906 e, mais de um século depois, a ciência continua em busca da cura. Uma das mais promissoras linhas de pesquisa é a utilização de terapias celulares para substituir tecidos danificados ou degenerados. Na área de neurologia, essa abordagem adota o que há de mais novo na biotecnologia com potencial de inovação e utiliza uma plataforma de células-tronco pluripotentes induzidas para restaurar ou regenerar funções perdidas pelo organismo.

A Bayer participa desse esforço e, recentemente, anunciou a decisão de adquirir o controle total da BlueRock Therapeutics, uma empresa de biotecnologia com sede nos Estados Unidos, especializada no desenvolvimento de terapias celulares projetadas nos campos da neurologia, cardiologia e imunologia. A Bayer já tinha uma participação de 40,8%, na BlueRock e, em agosto, divulgou o novo acordo, que envolveu um investimento de 600 milhões de dólares, por meio de sua unidade de inovação Leaps by Bayer.

Um dos objetivos da BlueRock é fazer uma união entre biologia e engenharia celular para buscar a descoberta de novas e revolucionárias terapias celulares para pacientes que sofrem de doenças encaradas como incuráveis. De acordo com representantes da empresa, a terapia com células-tronco pode ajudar a criar novas fibras nervosas ao cérebro humano e, no futuro, até reverter doenças degenerativas.

Até que as descobertas da cura se tornem realidade, a melhor opção é prevenir a doença. Para isso, uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugere sete medidas, recomendados pela Federação Médica Brasileira, que podem evitar milhões de casos de Alzheimer em todo o mundo:

  • não fumar;
  • adotar uma dieta saudável;
  • prevenir o diabetes:
  • controlar a pressão arterial;
  • combater a depressão;
  • praticar atividades físicas regularmente;
  • aumentar o nível de educação e cultura.

Esses cuidados preventivos e seus efeitos benéficos foram o principal argumento da Organização Mundial da Saúde para criar o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. Depois que a enfermidade se inicia, a informação também se torna uma arma importante, tanto para reconhecer a existência do problema e saber que não se trata apenas do resultado natural do envelhecimento quanto para entender o que pode ser feito para reduzir o sofrimento do paciente, que passa a necessitar de muita atenção, paciência e cuidado.

Quem tem Alzheimer precisa ser sempre estimulado e desafiado, o que pode incluir desde resolver palavras cruzadas, ler livros e ver filmes até aprender um idioma. Rotinas simples como andar e tomar sol também ajudam bastante, assim como uma alimentação saudável e equilibrada. Acima de tudo, é necessário compreender a dimensão do problema e do seu impacto emocional e buscar tudo o que for possível para tornar mais suportável a vida de quem tem a doença.

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