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Dia Internacional do Milho: as mil e uma qualidades desse cereal

Com imenso valor econômico, nutritivo e cultural, o único cereal nativo das Américas fica ainda mais forte com os avanços da biotecnologia

24.04.2019 - Por Bayer Jovens

O Brasil deverá produzir 89 milhões de toneladas de milho na safra 2018-2019, 9,8% a mais do que no período anterior, de acordo com o IBGE. Com esse resultado, o país se manterá como o terceiro maior produtor mundial, depois dos Estados Unidos e da China, e superará o valor de produção obtido em 2018, de mais de R$ 47,1 bilhões.

Esses números são impressionantes, mas, além de seu peso econômico e financeiro, o milho tem um valor nutritivo, histórico e cultural que o torna um dos alimentos mais importantes da humanidade. É o único cereal nativo nas Américas, rico em vitaminas A, B e E, fibras, amioácidos, carboidratos, proteínas e sais minerais como cálcio, zinco, potássio, fósforo e ferro. Além de ser extremamente versátil, o milho ainda pode ser consumido puro, em forma de óleo e farinha e utilizado como matéria-prima de inúmeros produtos, de ração animal e embutidos até cerveja e etanol.

Não é surpresa, portanto, que exista o Dia Internacional do Milho, celebrado em 24 de abril para destacar as inúmeras qualidades desse cereal que, segundo os arqueólogos, já existia no México há pelo menos 7 mil anos. Com todos esses benefícios pouco a pouco, o milho se espalhou pelo mundo e se tornou uma das principais culturas do planeta, hoje ainda mais forte, graças aos avanços da biotecnologia, que desenvolveu variedades resistentes a doenças, a herbicidas e agora pesquisas na área de resistência à seca.

O primeiro híbrido de milho transgênico foi aprovado nos Estados Unidos em 1995 e, no Brasil, dois anos depois, por meio da introdução de um gene que proporcionou resistência a insetos. Isso se tornou possível com a incorporação do gene de uma bactéria encontrada no solo, chamada Bacillus thuringiensis, que controla algumas pragas específicas mas é inofensiva para os seres humanos, de acordo com o Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB). A média de aumento da produtividade desse tipo de milho fica em torno de 13%, segundo a consultoria britânica PG Economics.

Depois do cultivo dessa variedade pioneira, foram desenvolvidas cerca de 40 outras plantas geneticamente modificadas, cultivadas em países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, Portugal, África do Sul, Argentina e Uruguai, entre tantos outros. Na Europa, os agricultores adotam principalmente o milho MON 810, resistente à praga da broca.

Outras variedades tolerantes a herbicidas permitem que o agricultor controle melhor as ervas daninhas, ao eliminar as espécies indesejadas e preservar a cultura plantada. Também já existem tipos de milho que possuem as duas propriedades – resistência a insetos e a ervas daninhas – e outros que controlam pragas de solo, como a larva de Diabrotica.

Os alimentos transgênicos atualmente cultivados têm o aval de entidades como a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Associação Médica Americana e a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, todos órgãos suportados por cientistas e dados científicos. A garantia da segurança se baseia, sobretudo, no fato de que todos os alimentos geneticamente modificados se submetem a uma rigorosa legislação, que exige uma série de testes e análises de segurança. No Brasil, o controle dos alimentos transgênicos é feito pela Comissão Técnica Nacional de Biosssegurança (CTNBio), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Essas biotecnologias em milho também são reforçadas pelo tratamento de sementes e também pelas aplicações foliares quando necessário. Ambos manejos que complementam a proteção da lavoura contra pragas e doenças e, em consequência, o aumento da produtividade. O tratamento de sementes é particularmente importante para o controle do percevejo barriga-verde, um dos insetos que provocam maior risco ao milho em início de desenvolvimento. Uma semente não tratada tem um potencial de perda de 10% a 40%, o que seria fatal para uma lavoura. Outra praga que também é possível controlar pelo tratamento é a cigarrinha do milho, praga esta que teve crescimento expressivo nos últimos anos.

A combinação de biotecnologia, tratamento de sementes e aplicações foliares, podem ser ainda mais importante para esse cereal inigualável em qualidades nutritivas e versatilidade, na medida em que é capaz de assegurar sua perenidade e aumentar a produtividade. E isso é muito bom, pois hoje não é mais possível imaginar um mundo sem milho. Quer conferir dez curiosidades sobre o milho? Então acesse essa matéria publicada aqui em Bayer Jovens.

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