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Dia do Estagiário: “Todo dia aprendo alguma coisa”

O estágio é o primeiro momento de grande aprendizado para os jovens que ainda estão moldando suas vidas profissionais.

15.08.2019 - Por Bayer Jovens

Existem hoje no país quase 600 mil estagiários em atividade, de acordo com pesquisa realizada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e divulgada no site da Agência Brasil. Só esse número já justificaria a criação do Dia do Estagiário, em 18 de agosto, mas existem outros motivos, a começar pelo fato de que quase todos os melhores profissionais já passaram por essa importante etapa da vida, essencial para impulsionar a carreira.

Estagiários

O 18 de agosto foi escolhido por ter sido a data de publicação do decreto 87.497 que, em 1982, regulamentou o estágio no Brasil como complemento da formação acadêmica, por meio da “participação em situações reais de vida e trabalho de seu meio”. E é exatamente isso que faz o estagiário de hoje, de forma bem mais intensa do que muitos ainda imaginam. Atualmente, no dia a dia extremamente dinâmico das grandes empresas, não existe mais a velha imagem do estagiário que só está ali para atividades sem relevância estratégica dentro do time de trabalho.

Prova disso é Guilherme Alita, de 27 anos, que está no oitavo semestre de engenharia de produção na PUC-SP, estuda à noite e há um ano faz estágio na Bayer, trabalhando na área de estratégia de serviços da Diretoria de Marketing de Clientes. De acordo com ele, na Bayer os estagiários têm trabalho a entregar e funções bem específicas, desenvolvem seus projetos e falam com os gestores e o time, além de diretores e gerentes. “Acho que isso é muito bom para nós, pois o crescimento é absurdo e todo dia eu aprendo alguma coisa”.

Guilherme foi selecionado no programa de estágio de 2018, com outros 65 candidatos, e na época já trabalhava e havia chegado ao nível de gerência. “Saí para buscar o estágio necessário para a faculdade. Este ano tem sido corrido, puxado, não é fácil estudar e trabalhar ao mesmo tempo, é um processo bem difícil. Mas também é muito gratificante, um aprendizado único, com pessoas ótimas, infinitamente melhor do que se estivesse só trabalhando ou só estudando”, diz.

Para ele, a imagem do estagiário que serve café e cuida da impressora é uma questão cultural, já superada: “Talvez há alguns anos o estagiário tivesse mesmo funções menos estratégicas, mas isso mudou. Claramente, depende da abertura que a empresa e seu gestor dão a você, o quanto acham que você pode suportar de responsabilidade. E depende, obviamente, do próprio estagiário, de sua proatividade, do seu conhecimento e de onde ele quer chegar”, conta Alita.

Guilherme confessa que não esperava essa abertura: “Eu me surpreendi um pouco sim, achei que teria menos atribuições. Mas isso não é ruim. O trabalho é dinâmico, falo com muita gente, resolvo várias coisas que consigo fazer pela confiança que o time me dá.”

Na Bayer, ele também participa de um grupo criado especialmente para recepcionar os novos estagiários, atender as demandas diversas dessa equipe e, claro, ajudar cada um a se desenvolver cada vez mais no ambiente de trabalho. O grupo se chama Momentos do Conhecimento e “é quase um braço do RH e promove várias ações de integração. Também fazemos uma atividade de legado, em que os estagiários antigos relatam suas experiências aos que chegam. Agora, estamos programando um grande evento que será realizado em outubro no Clube Bayer, para todos os estagiários e ex-estagiários da empresa”.

Um ano depois de iniciar seu estágio, Guilherme Alita mantém uma rotina corrida, que começa às 6h30, quando sai de casa na Zona Leste de São Paulo e vai para a sede da Bayer, na Zona Sul: “O bom é que o metrô fica perto de casa, o que ajuda muito”. Ele fica na empresa até por volta das 16h e depois vai direto para a faculdade, na Zona Oeste – ou seja, todo dia Guilherme percorre quase todas as regiões da capital paulista. E, se depender dele, o mesmo trajeto de casa para o trabalho prosseguirá nos próximos anos. Seu contrato de estágio termina em agosto de 2020 e depois disso sua expectativa é permanecer na Bayer. “Essa é a minha intenção”, afirma.

De acordo com a pesquisa do CIEE citada no início deste texto, a taxa atual de contratação de estagiários no país gira em torno de 30%. Administração, pedagogia, direito, ciências contábeis, engenharia civil e engenharia de produção são os cursos com maior número de estagiários, e estudantes do sexo feminino respondem por 65% das vagas ocupadas.