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Saúde

Comprovado: pet faz bem à saúde

Aos se divertir com o seu animal de estimação, vocês produz mais oxitocina, um hormônio que deixa as pessoas mais relaxadas, alegres e bondosas

20.01.2017 - Por Bayer Jovens

É muito amor. Quando se trata de animais de estimação, o brasileiro é mesmo um grande apaixonado. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2016, publicados na Exame, revelam que são mais de 132 milhões de animais de estimação em um país com cerca de 206 milhões de habitantes.

Ou seja, há um pet para cada um habitante e meio. Os preferidos, de acordo com o IBGE, são os cachorros (52,2 milhões), seguidos dos pássaros (37,9 milhões) e dos gatos (22,1 milhões). O Brasil é o terceiro país que mais gasta com pets no mundo (17 bilhões de reais por ano), depois apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. E, para uma expressiva maioria dos donos, os bichinhos são vistos como membros da família.

Mas de onde vem tanto amor? Em primeiro lugar, vem do prazer e do bem-estar que eles proporcionam aos donos, com suas brincadeiras, carinho e companheirismo. Mas a ciência afirma que os animais também proporcionam muitos benefícios à saúde e ao desenvolvimento social, e assim se cria a equação perfeita.

Em artigo publicado no Huffington Post, a neurologista e especialista em saúde pública Aysha Akhtar recupera um estudo da década de 1970, da pesquisadora Erika Friedmann e colegas, que acompanharam durante um ano 92 pacientes que tiveram alta após sofrerem ataque cardíaco ou dores no peito, para descobrir como o apoio social afetava a vida deles depois desse período. Entre os pacientes que possuíam animal de estimação, 94% estavam vivos no fim da pesquisa, enquanto apenas 72% dos que não tinham pets sobreviveram.

A neurologista também cita um estudo do cientista Paul Zak, segundo o qual o nível de oxitocina – o hormônio antes relacionado apenas à contração do útero e à amamentação em gestantes, mas que hoje já se sabe que está presente igualmente no organismo de homens e mulheres – aumenta durante atividades de engajamento social. Com pessoas, mas também com animais.

Ou seja, enquanto você brinca com seu cão, seus níveis de oxitocina aumentam. E mais oxitocina no corpo significa menos estresse, menos agressividade, mais generosidade e mais predisposição para tratar bem as pessoas – resumindo, a oxitocina nos deixa mais felizes.

Mais felicidade para você e para o seu pet, que também produz esse hormônio poderoso ao se divertir com você e também ao interagir com outros animais. Paul Zak gostou da descoberta e fez experimentos para medir os níveis de oxitocina entre um cão e uma cabra que já se relacionavam regularmente. E descobriu uma enorme diferença entre os níveis de produção do hormônio. Enquanto o do cão cresceu 48% (aumento normal entre amigos), o da cabra atingiu 210%, o que, em seres humanos, segundo Zak, só acontece quando “alguém vê o seu amado, é romanticamente atraído por alguém, ou ainda demonstra um enorme desejo de fazer o bem”. A cabra, provavelmente, costumava receber bem menos carinho do que o cão.

Seja paixão, seja apenas amizade, quanto mais oxitocina no organismo, mais calmos e felizes nós ficamos. E se os pets nos ajudam a produzir esse hormônio com efeitos tão benéficos, por que não gastar mais momentos do dia para curtir o seu animal de estimação e valorizar a experiência?

Bayer Jovens