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Com os pés na terra

No Dia do Engenheiro Agrônomo, em 12 de outubro, saiba por que esse profissional é cada vez mais requisitado e valorizado no Brasil e no mundo

11.10.2018 - Por Bayer Jovens

Existem hoje no Brasil aproximadamente 150 mil engenheiros agrônomos em atividade, dos quais mais de 60% atuam nas regiões Sudeste e Sul. Mas isso ainda é pouco, quando se considera o papel essencial desses profissionais no atendimento à crescente demanda por alimentos do mundo, agora e no futuro. Não por acaso, no país que está em segundo lugar entre os maiores produtores de alimentos, a agronomia se tornou uma carreira promissora, com salários compensadores e muitas oportunidades de trabalho.

Esse é apenas um dos aspectos que se destacam neste 12 de outubro, quando se comemora o Dia do Engenheiro Agrônomo. A data se refere à regulamentação da profissão por meio do Decreto 23.196 do então chefe do governo provisório do Brasil, Getúlio Vargas, assinado em 12 de outubro de 1933 e que, entre outras providências, relacionou as atribuições desse profissional, entre as quais “experimentações racionais e científicas referentes à agricultura” e “genética agrícola, produção de sementes, melhoramento das plantas cultivadas e fiscalização do comércio de sementes, plantas vivas e partes vivas de plantas” – isso há nada menos do que 85 anos.

Desde sempre à frente do seu tempo, a agronomia brasileira já havia mostrado pioneirismo e excelência também com a criação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) em Piracicaba, em 1901 – portanto, 32 anos antes da regulamentação da carreira. Uma das mais renomadas escolas do país, a Esalq registrou no ano passado a marca de 15 mil profissionais formados, a maioria em ciências agrárias, mas também em engenharia florestal, biologia, economia, ciência de alimentos, gestão ambiental e administração. Mais de um século depois de sua fundação, a Esalq figurou no ranking US News and Report como uma das cinco melhores escolas de ensino superior em ciências agrárias do mundo.

Se você pensa em se tornar um engenheiro agrônomo ou atuar em outra área do agronegócio, acesse o Guia do Estudante da Abril para conhecer as principais escolas do país, além de mais detalhes da profissão que, de acordo com a consultoria Catho, rende salários de até R$ 13 mil por mês. A tendência é que esses valores cresçam à medida que a agricultura brasileira continue avançando, com a incorporação cada vez maior de tecnologia e a necessidade de aumento da produtividade.

O engenheiro agrônomo do século 21 atua em toda a cadeia produtiva do agronegócio, do planejamento da safra à aplicação das técnicas de cultivo, adubação, controle de pragas, irrigação, digital farming, sustentabilidade e biotecnologia. Combina conhecimentos de biologia, química e física e trabalha também com inteligência de mercado análise de riscos e consultoria especializada, entre muitas outras funções, e um de seus grandes desafios é harmonizar o crescimento da produção agrícola com a proteção dos recursos naturais, para que haja oferta suficiente de alimentos a preços acessíveis, sem prejuízo ao meio ambiente. Calcula-se que, por causa do aumento acelerado da população mundial, será preciso aumentar em 70% a produção de alimentos até 2050, em um cenário com poucas possibilidades de expansão das áreas plantadas e comprometido pelo aquecimento global.

Cabe ao engenheiro agrônomo a tarefa de encontrar as soluções capazes de resolver esses dilemas e orientar os produtores rurais a respeito ds melhores práticas e do uso inteligente e sustentável dos recursos naturais. Para isso, o profissional pode exercer seu talento tanto em laboratórios de pesquisa como em campo, vivendo ao ar livre em contato com a natureza, na certeza de que seu trabalho é essencial e indispensável para todos os habitantes do planeta.

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