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Sustentabilidade

Casas oficialmente sustentáveis

Os requisitos que definem se uma construção pode ou não ostentar o selo verde de respeito ao planeta e às pessoas

11.01.2018 - Por Bayer Jovens

Nunca se falou tanto em sustentabilidade como nesse ano que se encerrou, e isso é muito bom. Nesse caso, não há nem mesmo o risco da banalização pela repetição, pois quanto mais se discutem as soluções sustentáveis mais são afastadas as ameaças impostas ao planeta pelo uso descontrolado dos recursos naturais. De festivais de música sustentáveis e veículos elétricos até técnicas agrícolas que não agridem a natureza e os próprios hábitos de consumo das pessoas, o termo sustentabilidade entrou definitivamente no dicionário de muita gente em 2017.

E não era sem tempo, considerando os inúmeros desafios a serem superados para que seja possível reduzir o aquecimento global, o desmatamento, o uso de combustíveis fósseis e outras práticas que provocam desequilíbrio ambiental. Uma grande aliada nessa luta é a tecnologia, mas a principal arma é mesmo a conscientização das pessoas, que precisam começar a se preocupar de maneira mais consistente com seu próprio comportamento e suas ações.

Isso se reflete, por exemplo, em uma das necessidades mais básicas da humanidade: a moradia. Hoje, existe uma série de técnicas sustentáveis de construção que tanto reduzem o uso dos recursos naturais como proporcionam mais conforto e funcionalidade aos moradores. Há os que adotam um sistema de geração de energia solar e instalam painéis voltaicos no telhado, há aqueles que montam calhas especiais e recolhem a água da chuva, há os que se concentram na escolha dos materiais utilizados.

Qualquer que seja o seu perfil, saiba que as casas sustentáveis deixaram de ser exclusividade das ecovilas que aos poucos se espalham pelo país ou dos “neohippies” sonhadores, e muito menos das áreas rurais. Em qualquer lugar, mesmo nas grandes cidades, multiplicam-se os projetos sustentáveis de casa e prédios idealizados por proprietários e arquitetos decididos a fazer a sua parte.

Também existem empresas e organizações especializadas, como o Green Building Council (GBC), que tem uma representação no Brasil, que atribuem selos verdes e indicam o que deve ser feito para que uma casa seja oficialmente sustentável. Essas entidades são importantes fontes de referência e, passo a passo, introduzem normas e técnicas que se caracterizam pelo respeito à natureza e às pessoas.

Veja alguns dos requisitos de uma verdadeira casa sustentável, de acordo com o GBC:

  • economia de energia e água;
  • redução dos resíduos enviados a aterros sanitários;
  • ambientes mais saudáveis e produtivos;
  • redução das emissões de gases do efeito estufa;
  • custos operacionais mais baixos.

Além disso, alguns cuidados são essenciais para proporcionar bem-estar aos moradores e aos vizinhos. O projeto deve considerar a posição do Sol para aumentar a exposição à luz natural, assim como a instalação de janelas que permitam bastante ventilação. Também precisa utilizar materiais certificados, de origem conhecida, e tintas atóxicas, entre outras iniciativas saudáveis para as pessoas e o planeta.