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Saúde

Câncer infanto-juvenil pode ser curado em 80% dos casos

Diagnóstico precoce e acompanhamento oncológico personalizado são importantes para obter sucesso no combate ao câncer.

11.09.2020 - Por Bayer Jovens

Muitas crianças e adolescentes podem se deparar com uma situação impactante e delicada: a descoberta de um câncer. Estima-se que mais de 8,4 mil delas vão receber essa notícia em 2020. Além de abalar emocionalmente toda a família, a doença impacta na rotina e pode causar momentos desconfortáveis durante o tratamento, como queda de cabelo e outros efeitos colaterais.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer responde por 8% do total de óbitos de vítimas na faixa etária de um a 19 anos. É a principal causa de morte por doença de crianças e adolescentes. Contudo, esse cenário não precisa continuar dessa forma. A perspectiva para os jovens com câncer é esperançosa: cerca de 80% desses pacientes podem ser curados se diagnosticados precocemente. Com tratamento adequado, crianças e adolescentes podem vencer o câncer e conquistar uma vida longa e saudável.

“Para que ele seja curável, é necessário que a criança seja diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados. Ainda não temos um estudo das causas ou alguma coisa do ambiente que a gente possa prevenir. Por outro lado, o câncer da criança é altamente curável, reponde muito bem à quimioterapia”, afirmou Dra. Sima Ferman, chefe do Serviço de Oncologia Pediátrica do Instituto Nacional do Câncer (Inca) em notícia do Ministério da Saúde.

Setembro dourado

Para alertar sobre a incidência do câncer infanto-juvenil, diversas ações são promovidas durante o “setembro dourado”, mês de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce. O câncer infanto-juvenil é diferente da doença que acomete os adultos, principalmente porque os jovens não apresentam fatores de risco associados ao desenvolvimento de tumores, como, por exemplo, o tabagismo, que pode provocar câncer de pulmão.

Nos jovens, a doença não tem uma causa prévia aparente, então é preciso ficar atento ao estado geral de saúde da criança ou adolescente. Observar a história clínica do paciente, o histórico familiar, a presença de doenças genéticas ou de doenças constitucionais podem auxiliar no diagnóstico precoce.

A ciência está evoluindo bastante para promover o aumento da curabilidade da doença. Os tratamentos com medicamentos (quimioterapia e terapia-alvo) cirúrgicos e radioterápicos podem ser aplicados, a depender do tipo de câncer e condições do paciente. A tendência é que os tratamentos sejam cada vez mais personalizados, com aplicação de forma individualizada e racional, levando em consideração as características biológicas do tumor e a extensão da doença.

Oncologia de precisão

A chamada “oncologia de precisão” faz uso de técnicas de genética e biologia, por exemplo, para traçar o perfil molecular do tumor e identificar características únicas da doença. Com isso, é possível ter um tratamento mais eficiente e adotar drogas modernas, capazes de combater especificamente as células cancerígenas, sem causar danos às células normais do corpo.

Um exemplo dessa possibilidade é o larotrectinibe. Trata-se de uma tecnologia que pode combater mais de 20 tipos de tumores, entre eles o fibrossarcoma infantil, desde que o tumor tenha uma determinada alteração genética. “Essa é uma tendência moderna, que se concentra nas particularidades moleculares do câncer, e não em seu lugar de origem”, afirmou o oncologista Marcos André de Sá Barreto Costa, em notícia da revista Saúde.

Essa nova tecnologia que age bloqueando a atividade de células cancerígenas com “fusão do gene NTRK” pode transformar a vida de pacientes.

Diagnóstico precoce

As crianças não inventam sintomas, então vale a pena observar os filhos, ouvir com atenção as queixas recorrentes e buscar atendimento pediátrico sempre que for necessário. Veja alguns sinais e sintomas que podem indicar câncer infanto-juvenil:

  • Palidez, hematomas ou sangramento e dor óssea.
  • “Caroços” ou inchaços – especialmente se forem indolores e sem febre, ou outros sinais de infecção.
  • Perda de peso inexplicada ou febre, tosse persistente ou falta de ar, sudorese noturna.
  • Alterações oculares – pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos.
  • Dores de cabeça, especialmente se incomum, persistente ou grave, vômitos (em especial pela manhã ou com piora ao longo dos dias).
  • Dor em membro ou dor óssea, inchaço sem trauma ou sinais de infecção.
  • Fadiga, letragia, ou mudanças no comportamento, como isolamento.
  • Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação.

Fonte: Inca.

Bayer Jovens