Home > Mosaico > Big Data e cultura orientada por dados avançam na Bayer
Mosaico

Big Data e cultura orientada por dados avançam na Bayer

A empresa aposta na cultura analítica e em talentos profissionais para gerar análises e insights de valor para os negócios.

08.07.2020 - Por Bayer Jovens

Estamos na era do Big Data. O volume de dados produzidos pela sociedade está crescendo exponencialmente, com origens diversas, como planilhas, bases de dados de e-mail marketing, redes sociais e pesquisas na internet, por exemplo. Trata-se de uma avalanche de dados de diversos formatos que, isoladamente, não têm utilidade, mas podem ser utilizados em conjunto com o objetivo de gerar valor para a empresa e, principalmente, para os clientes.

A Bayer está comprometida com a transformação digital, e enxerga um futuro promissor para a gestão e análise de dados. “A Bayer tomou consciência da importância de se trabalhar com dados e entende que o dado é um ativo estratégico para a companhia. Estamos em um movimento de investir mais nessa área e nos talentos”, conta Elissa Suzuki, que é Gerente de Data & Analytics para Product Supply em CropScience na América Latina. Ou seja, Elissa atua junto com um time com mais de 30 profissionais focados nos dados de produtos agrícolas da empresa, que reúne informações diversas de produção em 20 unidades fabris da Bayer, além de dados de comercialização e logística de sementes e defensivos químicos.

Vasto campo de oportunidades

Trabalhar com dados é um campo complexo e cheio de ramificações especializadas: existem áreas mais voltadas para a preparação e a disponibilização de dados (engenharia de dados), análise, criação de dashboards e modelagem estatística usando técnicas de aprendizado de máquina, um dos ramos da inteligência artificial. Atualmente, cada divisão de negócios da Bayer possui equipes próprias de dados. Isto é, existem profissionais que trabalham com os dados de negócios voltados para a área médica, equipes para consumo em saúde e times do agronegócio, além do departamento de Tecnologia da Informação da Bayer, que também tem a sua respectiva área de fundação de dados.

A Engenharia de Dados ainda pode ser considerada uma novidade que requer adaptações, e a Bayer está reunindo esforços para compreender e impulsionar esse segmento. “Estamos tentando entender, dentro da Bayer, o ciclo de vida de dados. Isso significa compreender como e onde eles são originados, coletar os dados, trabalhar e disponibilizar esses dados para análise e modelagens mais avançadas”, explica Elissa. “As empresas estão estruturando carreiras, respeitando esse ciclo de dados.”

Carreiras na Bayer

Os processos seletivos da Bayer atualmente já recrutam profissionais para cargos dedicados aos dados, como, por exemplo, data steward (administrador de dados), analista de dados e cientista de dados. Essas posições podem ser desempenhadas por profissionais com diferentes formações, de graduações como Ciência e Engenharia da Computação, Engenharias, Análise de Sistemas, Estatística, Matemática, Física, entre outras. Elissa, por exemplo, é graduada em Design e tem investido em cursos para formação continuada na área de Analytics e Big Data.

Explicando de uma forma bem simplificada, o profissional de data steward se dedica ao manuseio e organização dos dados coletados pela Bayer. O analista de dados prossegue na tarefa de organizar os dados, criando dashboards (painéis visuais) para analisar um cenário, responder dúvidas e gerar insights. As análises podem criar indicadores de qualidade sobre determinado produto da Bayer, por exemplo, ajudando os líderes do negócio a tomar melhores decisões.

Já o cientista de dados ficaria com a cereja do bolo, desempenhando a função de desenvolver análises mais aprofundadas para contribuir estrategicamente nos negócios da companhia. “O cientista de dados aplica técnicas estatísticas e de machine learning (aprendizado de máquina), para prever algumas situações futuras e prescrever soluções de forma a ajudar o negócio”, afirma ela. Apesar da definição dos cargos, esse campo de atuação é novo e ainda está sendo estruturado. Existem intersecções, já que muitas atividades podem ser desempenhadas por profissionais de diferentes funções.

Demandas e perspectivas

A demanda de trabalho e a diversidade de formações já se refletem até mesmo no programa de estágio da companhia, que neste ano selecionou 14 estudantes do programa de estágio corporativo para participarem de um programa diferenciado de capacitação em dados, sendo eles estudantes de cursos distintos, como Agronomia, Engenharia Aeronáutica e até mesmo Administração.

Outro reflexo da transformação digital é que a empresa criou, em 2019, espaços analíticos chamados “smart centers”, que possuem telões para a exibição de indicadores, com o objetivo de que líderes tomem decisões baseadas em dados e implementem em seu dia a dia o hábito de “ler os dados”. “Estamos expandindo essa cultura. Quando começamos a construir indicadores e falar em cultura analítica, temos um processo de criação de indicadores juntos com os líderes e os gestores das áreas”, explica Elissa. “Outra demanda é a capacitação da alta liderança e da gerência sobre como lidar com dados.”

A Bayer está apostando na cultura analítica para agregar valor à companhia. A transformação se dá especialmente pela valorização de talentos profissionais e formação de estagiários preparados para essa nova cultura orientada por dados. Os profissionais que atuam com dados se destacam no domínio de linguagens de programação como Python, SQL e R, para desenvolver soluções. No entanto, outras características comportamentais fazem a diferença, como o raciocínio analítico, curiosidade e postura questionadora para conseguir extrair o máximo potencial que os dados podem oferecer para a empresa.

Segundo Elissa Suzuki, a Bayer conta com estruturas colaborativas, e um ambiente menos hierarquizado que permite trabalhar com várias tecnologias e desafiar talentos profissionais. “A empresa tem um bom ambiente para trocar ideias e fazer protótipos de produtos analíticos”, afirma Elissa. “Atualmente temos trabalhado com o desafio de criar uma fundação sólida de dados disponíveis, e com boa qualidade para que os analistas e cientistas o consumam.”

Bayer Jovens