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AVC: um perigo que pode ser evitado

Uma das principais causas de morte e incapacitação, o derrame cerebral pode ser prevenido, mas requer rapidez no diagnóstico e no tratamento

28.10.2019 - Por Bayer Jovens

AVC é a sigla de acidente vascular cerebral, ou derrame, um problema com consequências muito graves e uma das principais causas de morte e incapacitação no mundo. Em geral, não há um claro aviso prévio e, de um momento para o outro, a pessoa é atingida de maneira fulminante, como um raio. Depois que acontece, dependendo da extensão dos danos provocados ao cérebro, resta levar a sério o tratamento de reabilitação, a fim de recuperar as habilidades eventualmente perdidas. Porém, há algumas maneiras de se prevenir.

AVC: um perigo que pode ser evitado

Justamente para incentivar os cuidados com a prevenção e destacar a necessidade urgente de diagnóstico e tratamento é que foi criado em 2006 o Dia Mundial do AVC, em 29 de outubro, uma iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) em parceria com a Federação Mundial de Neurologia e a World Stroke Organization. No Brasil, as ações relacionadas à data são organizadas pela Rede Brasil AVC, uma ONG que se dedica a melhorar a assistência às vítimas da doença.

Além de alertar a população a respeito da prevenção e do tratamento, o dia 29 de outubro também serve para incentivar os profissionais de saúde a orientar melhor os pacientes. Isso faz todo sentido, já que o AVC não discrimina ninguém e, embora seja mais comum na população mais velha, pode atingir pessoas de qualquer idade. Tudo se resume, portanto, a ficar atento aos sinais de alerta e saber que quando o problema acontece é preciso procurar rapidamente o tratamento de urgência, para diminuir a possibilidade de sequelas.

De acordo com a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o AVC é a segunda maior causa de morte no mundo e a primeira de incapacidade. A cada ano, acomete 17 milhões de pessoas e provoca 6,5 milhões de óbitos. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados pela revista Veja, a doença mata uma pessoa a cada 5 minutos.

E o que é um AVC? Basicamente, é o rompimento ou o entupimento de um dos vasos que levam sangue ao cérebro, o que resulta em paralisia da área que ficou sem circulação. Segundo o Ministério da Saúde, atinge mais os homens e é classificado em dois tipos: AVC hemorrágico e AVC isquêmico. O primeiro, que responde por apenas 15% dos casos, mas é mais fatal, ocorre quando o vaso cerebral se rompe e há hemorragia dentro do tecido cerebral ou entre o cérebro e a meninge. O AVC isquêmico, bem mais comum, é provocado pela obstrução de uma artéria, o que impede a passagem do oxigênio para as células cerebrais.

Em ambos os tipos de AVC há alguns sinais que podem servir de alerta, como formigamento no rosto, no braço ou na perna, confusão mental, alteração da fala ou da compreensão, alteração da visão em um ou em ambos os olhos, alteração do equilíbrio ou da coordenação motora, tontura ou alteração no andar e dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente. Assim que aparece algum desses sintomas é preciso ligar rapidamente para os serviços de atendimento médico de urgência (telefone 192) ou para os bombeiros (193), ou levar a pessoa imediatamente a um hospital. Quanto mais rápido for o atendimento, maiores serão as chances de sobrevivência e de recuperação total.

Entre os fatores de risco, segundo o Ministério da Saúde, estão hipertensão, diabetes tipo 2, colesterol alto, sobrepeso, obesidade, tabagismo, uso excessivo de álcool, sedentarismo e histórico familiar. Alguns desses fatores são inevitáveis, mas, para prevenir um AVC, algumas ações são bem eficientes: não fumar nem exagerar no álcool, manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso, beber bastante água e manter a glicose e a pressão sob controle.

Com esses cuidados, há uma boa chance de que, além de evitar um AVC, você tenha uma vida mais saudável e longa. Afinal, bons hábitos fazem bem ao corpo e à mente e representam uma defesa segura contra essa e outras doenças. Prevenir faz toda a diferença.

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