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Altas produtividades mesmo com chuva ou seca: é possível?

O Brasil é um país de empreendedores. Já em 2012, a revista Forbes havia nomeado o país como “um dos mais empreendedores do mundo”.

16.01.2020 - Por Mundo Agro

O Brasil é um país de empreendedores. Já em 2012, a revista Forbes havia nomeado o país como “um dos mais empreendedores do mundo”. E apesar da recessão econômica dos últimos anos, o cenário brasileiro continua animador para quem quer transformar uma ideia em um negócio.

De 2015 a 2019, o número de startups mais que triplicou no território nacional, e hoje o país conta com mais de 12.700 empresas incluídas na categoria. Desse total, nove já são unicórnios – empresas com valor de mercado igual ou superior a US$ 1 bilhão. Os principais setores em número de empresas são os de educação, finanças, internet, saúde/bem-estar e, claro, agronegócio. O Brasil é o atual líder em exportação de commodities como café, açúcar, suco de laranja e soja, mostrando que atingimos uma escala que torna investimentos em novas ideias bastante razoáveis.

A grande extensão do país coloca os agricultores em ambientes que variam consideravelmente quanto às características de solo, pluviosidade e temperatura, exigindo uma adequação específica para cada condição. As variedades e híbridos das culturas que compõe a maior parte da nossa produção possuem necessidades e sistemas de manejo específicos a cada uma delas. Além disso, as pragas e doenças têm diferentes dinâmicas e graus de resistência entre culturas e regiões, tornando importante nossa capacidade de combatê-las eficientemente.

Se por um lado a dificuldade é grande, por outro temos a inovação fornecendo uma forma de contornar todas essas barreiras. Uma prova disso é o crescente número de startups dedicadas a tecnologias agrícolas – são as AgTechs, Agricultural Technologies. Um estudo recente da Embrapa validou, analisou e classificou impressionantes 1.125 empresas atuantes nesta classe, 90% das quais estão nas regiões Sudeste e Sul, as mais empreendedoras do país. Com base na conectividade, essas empresas podem se basear em um polo tecnológico ou comercial e desenvolver serviços para uma propriedade a milhares de quilômetros, ainda fazendo o monitoramento dos parâmetros necessários em tempo real.

Essa é uma das vantagens de se trabalhar com tecnologia na era em que vivemos, e uma característica que se encaixa bem no modelo dinâmico que startups têm. Esse tipo de negócio, por sua estrutura enxuta, permite agilidade quando há necessidade de mudança rápida, diferentes de empresas de grande porte que precisam enfrentar a inércia que têm. Ainda, a facilidade de adaptação é vantajosa em um cenário de incertezas como o que vivemos na agricultura. As instabilidades climáticas e dos fatores biológicos que apresentam um risco para produtores em todo o mundo demandará grande flexibilidade por parte dos novos negócios, para que seus clientes sejam devidamente atendidos nas várias etapas da cadeia produtiva.

De forma geral, as mesmas regras de empreendedorismo se aplicam para as startups brasileiras que atuam no agro: tenha um grande mercado, construa um time de excelência e entregue um produto que resolva o problema do cliente. Tomando decisões corretas, temos o potencial para chegar ao top do hanking das AgTechs do mundo e manter nossa agricultura sustentável.

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REFERÊNCIAS

https://thenextweb.com/podium/2019/08/05/an-entrepreneurs-guide-to-brazils-startup-ecosystem/

https://startupbase.com.br/home/

https://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2019/10/08/crescimento-numero-startups-pais-unicornios.htm

https://oec.world/en/profile/hs92/1201/

https://revistapegn.globo.com/Banco-de-ideias/Agronegocios/noticia/2019/09/pegn-estudo-mapeia-1125-startups-do-agronegocio-brasileiro.html

Gustavo Belchior

Gustavo Belchior Biólogo, PhD em Bioquímica, Fundador e CEO da Core Us Consultoria e Comunicação Científica.

Publicado em Agro Agora
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