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Acabe com os tabus: vamos falar sobre saúde íntima e autoestima?

Em homenagem ao Dia da Mulher, a Bayer promoveu debates sobre autoconhecimento e saúde feminina para empoderar as mulheres.

15.03.2020 - Por Bayer Jovens

Quando você se olha no espelho, o que vê? Ter uma autoimagem condizente com a realidade e ser gentil consigo mesma é muito importante para viver em equilíbrio. As mulheres culturalmente sofrem por causa de padrões estéticos. As cobranças excessivas por uma imagem perfeita geram descontentamento, ansiedade, frustrações e também podem produzir consequências graves para a saúde da mulher, gerando transtornos mentais.

É preciso encarar uma jornada de autoconhecimento com dedicação, para promover a autoestima, entender que você é especial e pode ser mais feliz a cada dia. “Estamos falando de ser saudável e cuidar de si mesma antes de cuidar dos outros. A autoestima é construída no dia a dia e começa dentro da gente. Muitas vezes, os estímulos externos nos levam para o caminho oposto, aprisionando na questão estética, física e psicológica”, afirmou Gisele Silva, psicóloga que atua na área de gestão de talentos da Bayer.

Em comemoração ao 8 de março, Dia da Mulher, a Bayer promoveu uma semana de debates e ações de empoderamento feminino. A saúde e o autoconhecimento foram valorizados durante uma live especial do Bayer Jovens transmitida no Facebook. Segundo as especialistas participantes da live, o autocuidado deve envolver todas as esferas da vida, e significa cuidar do corpo e da mente por completo.

A mulher precisa aprender a aceitar e amar a própria imagem no espelho, e conhecer a fundo os seus desejos mais íntimos. “Esse processo de autoconhecimento e autoestima é constante. Eu sempre reforço para as mulheres com as quais convivo que cada uma é bonita em sua essência. Nossa capacidade e competência são medidas em nossas relações. Não precisamos atender a padrões estéticos”, afirmou Gisele durante a live. Assista ao vídeo.

Também é importante não se deixar abalar pela opinião alheia e valorizar cada mudança que trouxer bem-estar. “É uma descoberta olhar para si mesma e refletir sobre o que incomoda. Entenda se você tem uma insegurança por causa do seu corpo ou se é uma insegurança por causa do que os outros dizem”, orientou Silvia. No mundo, existem muitos preconceitos relacionados à aparência física, às crenças, à orientação sexual, entre outras questões. O autoconhecimento permite que a mulher se fortaleça para vencer as dificuldades que surgirem nos âmbitos pessoal e profissional. “Precisamos quebrar falas que reforçam estereótipos, e sugiro que todas nós valorizemos pequenos avanços”, recomendou Silvia durante a live.

Saúde íntima

O autocuidado também significa dar mais atenção para a saúde íntima. Segundo as especialistas, as mulheres ainda enfrentam tabus e não se sentem confortáveis para falar sobre sexo e orgasmo, por exemplo, por medo de julgamentos. De acordo com Thais Ushikusa, ginecologista, obstetra e líder da área médica de saúde feminina da Bayer, até mesmo a menstruação ainda é um tema pouco explorado. “É muito importante conversar sobre menstruação, sobre o volume do sangramento”, afirmou a ginecologista durante a live.

Segundo ela, muitas mulheres têm um fluxo aumentado ou irregular. A mulher que usa absorvente interno e o convencional para evitar vazamentos, que acorda durante a noite para trocar o absorvente ou altera a sua agenda de atividades por causa da menstruação precisa entender que isso não é normal. O sangramento excessivo é um problema que prejudica a saúde feminina, podendo causar fadiga e anemia. “Qualquer perda sanguínea que atrapalhe a qualidade de vida da mulher não é normal”, explicou a ginecologista.

Esse problema se chama Sangramento Uterino Anormal (SUA) e necessita de tratamento adequado. “Em média, as mulheres demoram três anos para buscar ajuda médica e têm vergonha de falar sobre menstruação com a ginecologista. Precisamos empoderar as mulheres em todos os aspectos”, afirmou Thais.

Segundo ela, uma possibilidade de tratamento do Sangramento Uterino Anormal seria por meio do uso de Dispositivo Intrauterino (DIU) hormonal. Além de representar um eficiente método de contracepção de longo prazo, o DIU hormonal libera pequenas doses de hormônio no útero da mulher capazes de reduzir o sangramento mensal. “Metade das mulheres que usam o DIU acabam parando de menstruar”, afirmou Thais durante a live do Bayer Jovens.

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