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A IoT revoluciona o campo

A internet das coisas pode aumentar ainda mais a produção agrícola do Brasil, além de criar oportunidades de trabalho para quem gosta de tecnologia

03.04.2017 - Por Bayer Jovens

De maneira simplificada, o conceito de internet das coisas (ou IoT, sigla em inglês de Internet of Things), expressa a capacidade de conexão. Abrange as tecnologias capazes de conectar todos os tipos de dispositivos digitais a bases de dados, a redes e à internet, para que “conversem” entre si ou possam ser acessados à distância. É uma ideia relativamente recente, batizada na virada do século pelo cientista britânico Kevin Ashton, mas que evoluiu rapidamente e, segundo projeção da consultoria BI Intelligence, deverá responder por investimentos de 6 trilhões de dólares até 2010.

A IoT já está presente em quase tudo: em smartphones, computadores, eletrodomésticos, grandes indústrias, sistemas de saúde, transportes e até em roupas. E já desempenha um papel essencial no agronegócio, que representa mais de 21% do PIB brasileiro, com produção superior a R$ 1,2 trilhão, e é responsável por quase metade das exportações do país. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de alimentos, depois dos Estados Unidos, e segundo estudos da ONU deverá chegar ao primeiro posto na próxima década, considerando seu imenso potencial de expansão.

A verdade é que a agricultura moderna não tem mais nada a ver com a imagem idílica da casinha de sapé e a vida simples do campo. A tecnologia ganhou espaço e promove o aumento da produtividade, e nessa onda a IoT avança a passos largos em áreas essenciais, desde o rastreamento da logística de transportes das safras até os drones que monitoram as lavouras.

Hoje, segundo a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), 60% da agricultura nacional utiliza a IoT e a tendência é de crescimento. Nesse cenário, a Bayer também tem uma participação importante, principalmente depois da criação da área de Digital Farming.

Rodrigo Garcia Couto, especialista da área de Tecnologia da Informação da Bayer, explica que o objetivo da agricultura digital é apoiar ainda mais os produtores que utilizam as sementes e os sistemas de proteção da colheita oferecidos pela companhia. “A digitalização da agricultura é uma tendência mundial, e a Bayer, como empresa focada em inovação, não poderia ficar fora desse jogo. O que fazemos é disponibilizar sistemas capazes de auxiliar o agricultor nos vários momentos em que ele tiver de tomar uma decisão no campo. Para isso, contamos com ferramentas tecnológicas que proporcionam informação em tempo real, o que é essencial para o resultado da safra”, afirma.

Por meio de recursos como imagens de satélite, algoritmos de aplicação variável, sensores de alta tecnologia, aplicações móveis ou GPS, a tomada de decisão se torna mais clara, mais inteligente e mais simples, diz Rodrigo. “Basicamente, a Bayer oferece as informações ao agricultor, obtidas com tecnologia de ponta, para que ele possa definir melhor quando e como proteger as culturas e verificar, por exemplo, o índice de umidade do solo, obtido por sensores. Nós fornecemos a informação, mas a decisão final sempre cabe ao agricultor”, acrescenta.

Outro aspecto importante destacado por Rodrigo é o imenso potencial de oportunidades de trabalho nessa área: “Até pela dimensão dos desafios, a demanda por profissionais especializados nessas tecnologias deve crescer bastante. Trabalhamos com big data, que envolve lidar com uma quantidade enorme de informação, e será importante o conhecimento em tecnologia dessa galera que está entrando no mercado de trabalho agora, para que a gente possa extrair insights e melhorar nossas ferramentas de tomada de decisão. A internet das coisas vai abrir muito espaço no futuro”.

Em relação às profissões, Rodrigo explica: “Vamos ter, por exemplo, o especialista que trabalhará com sensores, com eletrônica, para desenvolver tecnologia adequada para o campo e para várias outras coisas que serão necessárias no futuro. É um convite para os jovens que chegam ao mercado de trabalho: não deixem a tecnologia de lado e pensem em onde aplicá-la no campo. Um estudo recente estima que até 2020 haverá 100 milhões de dispositivos conectados, no mundo, e esse cálculo talvez seja conservador. Pode chegar perto de 200 milhões, e isso dá ideia do potencial da agricultura digital para os novos profissionais”.

Bayer Jovens