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A importância do cuidado com o solo

Dia de Combate à Seca e à Desertificação serve de alerta para a necessidade de cooperação mundial em busca da saúde do solo

14.06.2019 - Por Bayer Jovens

O solo é a base da agricultura e fonte de 95% dos alimentos que consumimos, mas, assim como os seres humanos, precisa ser mantido com saúde, fértil. Mas não é o que vem acontecendo. De acordo com a ONU, a desertificação e a degradação dos solos atingem atualmente um terço da superfície da Terra e ameaçam a vida, o bem-estar e o desenvolvimento de pelo menos 1 bilhão de pessoas. Longos períodos de seca, fome e pobreza já obrigaram 24 milhões de pessoas a sair de suas terras, e até 2050 esse número poderá chegar a 200 milhões.

A fim de alertar a população e os governos à necessidade de cooperação mundial e de medidas capazes de reduzir a degradação do solo, provocada também pelas mudanças climáticas, a ONU instituiu em 1994 o Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação, em 17 de junho. A data serve ainda para destacar a importância do cumprimento da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, principalmente nos países africanos, os mais afetados pela seca e pela erosão.

“Quase um terço das terras cultivadas se tornou improdutivo nos últimos 40 anos. Cerca de três quartos das pastagens naturais apresentam vários sintomas de desertificação. As alterações climáticas contribuíram para essa situação, mas são apenas um dos fatores.”, afirmou o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, em mensagem relativa ao 17 de junho.

Porém, os problemas se agravam em ritmo acelerado, por conta das mudanças climáticas, mas também por outros fatores, como o rápido crescimento da população, que requer uma quantidade cada vez maior de alimentos e, portanto, uma agricultura capaz de garantir um melhor potencial produtivo com melhor aproveitamento dos recursos naturais, incluindo a manutenção de um solo mais saudável.

Um dos caminhos para evitar futuras crises alimentares no mundo, que podem se tornar realidade se a saúde do solo não for levada em consideração, passa pela ciência e pelas novas tecnologias de conservação, que agem de maneira sustentável, como explica Magalie Guilhabert, responsável por Eficiência de Cultivos em Pesquisa Biológica na Bayer. Ela lembra, por exemplo, que nos últimos dez anos avanços no sequenciamento genético identificaram microrganismos que ajudam a recuperar a fertilidade dos solos e estimulam as plantas a usar os nutrientes de forma mais efetiva.

“A ciência que permite o uso de microrganismos em plantações não é nova. As novidades são as ferramentas que usamos para entender a complexidade da genética desses seres e aproveitá-los de forma mais eficaz, permitindo maximizar a produtividade do solo sem causar danos no longo prazo”, disse Magalie ao portal da Bayer.

Da mesma maneira, as ferramentas aplicadas à agricultura de precisão representam um avanço importante na proteção da terra para cultivo, na medida em que permitem o uso mais exato e sustentável de irrigação, fertilizantes e defensivos agrícolas. E até mesmo técnicas já conhecidas dos agricultores, que evitam as erosões do solo, como o plantio direto, vêm sendo utilizadas com sucesso no Brasil e no mundo.

“Nesse Dia de Luta contra a Desertificação e a Seca, 17 de junho, reconheçamos os riscos que advêm de permitir que a desertificação avance. Reconheçamos também que, ao lutarmos contra as alterações climáticas, podemos contribuir para inverter a desertificação, aumentar a produtividade agrícola, atenuar a pobreza e reforçar a segurança em nível mundial“, acrescentou António Guterres.