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15 curiosidades da Copa na Rússia

Bola, moeda, clima, lobo mascote, gato oráculo e Neymar: confira esses e outros destaques do torneio que começa dia 14

08.06.2018 - Por Bayer Jovens

Foram apenas quatro anos, mas muita água passou por baixo das pontes dos rios brasileiros desde aquele maldito 7 a 1 de 8 de julho de 2014 no Mineirão, em Belo Horizonte - da destituição da presidente da República até a greve dos motoristas de caminhão e a troca de Felipão por Tite no comando da seleção brasileira. Entre as cidades das partidas finais daquela e desta copa, Rio de Janeiro e Moscou, também há uma longa distância, nada menos do que 11.500 km. Da mesma maneira, o ânimo dos brasileiros oscila entre a certeza de que finalmente virá o tão sonhado hexa - se Neymar não se contundir de novo - e o pessimismo dos que acham que a nossa seleção não irá longe na Rússia, o que reflete o clima no país de maneira geral.

Mas uma coisa é certa: durante 32 dias, de 14 de junho a 15 de julho, tudo indica que a copa será o assunto principal no país em que o segundo lugar é visto como fracasso. O Brasil está entre os favoritos, como sempre, mas, como todos sabem, futebol é uma caixinha de surpresa. E até que venha a decisão, nada melhor do que conferir algumas das curiosidades que marcam o maior torneio esportivo do mundo.

15 curiosidades da Copa na RússiaA Telstar, bola oficial da Copa, que já foi ao espaço, e a taça que todos querem e tem 5 kg de ouro 18 quilates. Crédito: Fifa/Divulgação


  • A bola
    Tudo no campo de jogo gira em torno dela, e nesta copa seu nome oficial é Telstar 18, fabricada pela Adidas. Uma delas foi levada ao espaço e retornou no domingo, 3 de junho, a bordo da nave Soyuz MS-07, depois de uma longa viagem de ida e volta à Estação Espacial Internacional. Essa bola, em particular, deve ser usada na partida de abertura da copa, entre Rússia e Arábia Saudita.

  • A taça
    Depois de uma longa turnê por mais de 50 países, o troféu da copa chegou à Rússia no dia 3 de junho, em evento com a presença de Lothar Matthäus, capitão do time da Alemanha que ganhou o torneio em 1990. Criada pelo escultor italiano Silvio Gazzaniga, que morreu em 2016 aos 95 anos, a taça pesa 6,1 kg, dos quais 5 kg de ouro 18 quilates. Representa duas pessoas recebendo o planeta Terra e, na base, tem o nome dos países campeões.

  • Zavivaka, o lobo mascote
    Em russo, zavivaka significa “o pequeno goleador”, e como mascote é representdo por um simpático lobo marrom com óculos laranja na testa. O personagem foi criado pela estudante de design Ekaterina Bocharova, que venceu o concurso promovido na Rússia em 2016, à frente das figuras de um tigre e de um gato. Assim como a bola oficial, Zavivaka também viajou pelo espaço, segundo o cosmonauta russo Oleg Artemyev a pedido do filho dele, fã de futebol.

  • O gato oráculo surdo
    Lembra do polvo Paul, que na copa de 2010 tinha o poder de prever os resultados da seleção da Alemanha, e da tartaruga Cabeção, que dava palpites sobre os resultados dos jogos do Brasil em 2014? Pois na Rússia também já encontraram um bicho oráculo: o gato Achille, que é surdo e vive no museu Hermitage, em São Petesburgo. Dá para acreditar? Mas é engraçado.

  • Os 736 astros
    A copa será disputada por 32 seleções, e cada uma inscreveu 23 jogadores, o que dá um total de 736 atletas, os verdadeiros astros do grande espetáculo. Não faltam são curiosidades a respeito desse grupo, a começar pela diferença de idade de 26 anos entre o mais novo (Daniel Arzani, que tem 19 anos, nasceu no Irã e joga pela Austrália) e o mais velho (Essam El-Hadary, goleiro do Egito, 45 anos). O egípcio Hadary é também o jogador com mais partidas pela sua seleção (157), seguido do craque português Cristiano Ronaldo, com 149; pelos mexicanos Rafael Márquez e Andrés Guardado, com 144, e pelo argentino Javier Mascherano, com 143.

  • Os seis “estrangeiros”
    Além dos 23 jogadores escolhidos por Tite, há mais brasileiros disputando a copa por outras seleções, como Pepe, que defenderá Portugal pelo terceira vez, e Diego Costa, Rodrigo Moreno e Thiago Alcântara, pela Espanha. Além desses quatro, Mario Fernandes jogará pela Rússia e Thiago Cionek foi convocado pela Polônia.

  • Os estreantes
    Islândia e Panamá conseguiram neste ano um feito notável: vão à copa pela primeira vez, superando adversários tradicionais. A grande surpresa é a Islândia, um país com apenas 320 mil habitantes, que se classificou em primeiro lugar em seu grupo nas eliminatórias. Por isso, certamente, terá muita torcida a favor.

  • A maldição do campeão
    Provavelmente isso não significa nada, mas nas duas últimas copas os campeões anteriores (Itália e Espanha) foram eliminados na primeira fase. De qualquer maneira, é melhor que a Alemanha fique esperta.

  • O verão russo
    A copa de 2014 foi disputada no ameno inverno brasileiro e esta acontecerá entre o fim da primavera e o início do verão russo, uma época que desafia as previsões meteorológicas. Basta dizer que nesses dois meses a temperatura pode variar de 15 a 30 graus, o que impõe a pergunta inevitável: que roupa levar? A melhor resposta? De todos os tipos. O bom é que os dias serão longos, com anoitecer por volta ds 22 horas.

  • A moeda
    O rublo russo, nominalmente, parece valer pouco. Na primeira semana de junho, um real comprava 16 rublos, mas isso não significa que as coisas no país da copa sejam baratas. Por exemplo, um Big Mac (ou Биг Мак), indicador de valor mundialmente reconhecido, custa em torno de 270 rublos, ou R$ 15. Os especialistas recomendam que o torcedor que for assistir à copa leve dólares, que tem conversão para rublo mais favorável do que o euro, ou use o cartão de crédito internacional, apesar do IOF. Também é possível comprar rublos no Brasil e chegar ao país já com alguma moeda local.

  • A língua
    Esse é um problema incontornável, que na melhor hipótese valerá como um rica experiência para um verdadeiro viajante internacional. O idioma russo não é popular no Brasil nem no resto do mundo, e poucos russos falam inglês ou outra língua mais conhecida. Nem mesmo em algumas estações de metrô das grandes cidades russas há placas em inglês, apenas no quase indecifrável alfabeto cirílico. Assim, o jeito é se virar da melhor maneira possível, com um dicionário de bolso ou por mímica.

  • A mais valiosa
    Em relação ao valor de mercado de seus 11 jogadores titulares, a seleção brasileira já ganhou o primeiro troféu. Seus craques foram avaliados pela revista Forbes em nada menos do que R$ 2,07 bilhões, pouco mais do que as seleções que ficaram em segundo e terceiro lugares, Espanha (R$ 2,03 bilhões) e Bélgica (R$ 2 bilhões).

  • De volta
    Arábia Saudita, Peru, Dinamarca, Sérvia, Suécia, Polônia, Egito, Marrocos, Senegal e Tunísia não disputaram a copa de 2014 e conseguiram se classificar para a disputa na Rússia. São os retornados. No campo oposto, a campeoníssima Itália está fora, o que não acontecia desde 1958, para tristeza geral. Vale lembrar que o Brasil é o único país que participou de todas as copas.

  • Árbitro de vídeo
    Esta será a primeira copa com a tecnologia que permite verificar o replay da jogada em uma tela, em caso de dúvida. Se existisse em 1986, provavelmente o gol com “la mano de Diós” de Maradona contra a Inglaterra seria invalidado e o resultado final talvez fosse diferente.

  • Neymar
    Não faltam craques nessa copa, como Messi e Cristiano Ronaldo, mas a maior expectativa se concentra no que fará o melhor jogador brasileiro desta década, o ex-santista que hoje está no Paris Saint-Germain e voltou brilhantemente no amistoso contra a Croácia, três meses depois de uma cirurgia no pé direito, o bom. Neymar é a grande incógnita na Rússia, o cara que poderá fazer a diferença e ser decisivo. A questão é saber se ele recuperou totalmente a confiança e a forma. E é bom lembrar que no vexame dos 7 a 1 ele não estava em campo, por causa da joelhada maldosa do colombiano Zúñiga que fraturou uma de suas vértebras. Será que com Neymar no time brasileiro a Alemanha jogaria tão à vontade?