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Salvem as araucárias!

Pesquisadores da USP identificam milhares de genes que podem ajudar a estabelecer a propagação in vitro da árvore

04.09.2014 - Por Diversidade

A araucária (ou pinheiro-brasileiro) é bem conhecida por sua semente, o pinhão – e também por embelezar a paisagem do Sul do país, principalmente do Paraná. Atualmente, essa árvore imponente está em extinção, devido ao alto valor de mercado de sua madeira. Para ter uma ideia do risco, um levantamento da União Internacional para Conservação da Natureza indica que a araucária já perdeu 97% de sua área original.

Como uma maneira de evitar que a Araucaria angustifoli (seu nome científico) desapareça, a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) divulgou, recentemente, que pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) fizeram uma importante descoberta: eles identificaram 24.181 genes ligados à formação do embrião da araucária, o que poderá ajudar a estabelecer um sistema de propagação in vitro da espécie.

Pinheiro-brasileiro
Pinheiro-brasileiro

Como noticiou a agência Fapesp, a descoberta do time da USP consiste em uma das mais promissoras técnicas biotecnológicas de produção de embriões vegetais. A novidade permite a criopreservação (conservação por meio de congelamento) e a clonagem em massa.

Em entrevista à agência, Eny Iochevet Segal Floh, coordenadora do Laboratório de Biologia Celular de Plantas do Instituto de Biociências da USP e responsável pela pesquisa, afirmou que “o uso desta nova tecnologia proporcionou informações importantes sobre a regulação do desenvolvimento embrionário do pinhão”. Os resultados poderão levar ao estabelecimento de estratégias de preservação da espécie, incluindo, entre outras, a conservação do patrimônio genético das plantas.

Quer saber mais detalhes técnicos sobre esta pesquisa da USP? Confira aqui.

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