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Profissão: psicólogo

Com ampla área de atuação no mercado, carreira exige muito comprometimento e estudo

22.08.2013 - Por Carreiras

Sempre que pensamos no psicólogo logo imaginamos uma sala, um divã e uma pessoa ouvindo os seus segredos e problemas mais íntimos. Ou, quem sabe, uma cena de filme, como Um Método Perigoso, de David Cronenberg, que mostra como a relação entre Carl Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) faz nascer a psicanálise. Inevitavelmente, não temos como fugir de certos estereótipos, não é? Ou arquétipos, diria Jung.

O psicólogo procura identificar e desvendar padrões e comportamentos humanos por meio da observação, interpretação e também da interação direta com as pessoas. O objetivo principal é compreender e analisar pacientes para que os problemas relacionados à formação da personalidade sejam solucionados.

A Psicologia está relacionada ao estudo do comportamento do homem e dos fenômenos psíquicos, por meio da análise das ideias, das emoções e dos valores da pessoa. O principal foco do curso de graduação em psicologia está no indivíduo, por meio do diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças mentais, de personalidade e de distúrbios emocionais.

Mas o profissional formado em Psicologia não está restrito aos consultórios particulares. No início da profissão existiam três grandes especialidades para quem quisesse se tonar profissional em psicologia: a clínica, a organizacional e a hospitalar. “Atualmente, no entanto, o Conselho Regional de Psicologia considera 11 áreas para conceder o título de especialização: Psicologia do Trânsito; Psicologia Escolar/Educacional; Organizacional e do Trabalho; Psicologia Jurídica; Psicologia do Esporte; Psicologia Clínica; Psicologia Hospitalar; Psicopedagogia; Psicomotricidade; Psicologia Social e Neuropsicologia”, explica Estela Noronha, psicóloga clínica.

Áreas de atuação

As áreas de atuação de um psicólogo crescem exponencialmente a cada dia. Segundo a psicóloga, as especialidades ainda derivam outras tantas subespecializações, tão vastas quanto a necessidade do mercado atual. “Podemos dizer, sem exageros, que há múltiplas subespecialidades, quase tão vastas quanto as existentes no âmbito médico”.

Psicologia organizacional e do trabalho
Psicologia organizacional e do trabalho

A Psicologia como profissão está em constante expansão para atender as necessidades humanas que também são evolutivas e em perpétua transformação. Estela aproveita para lançar um conselho aos jovens que querem seguir na profissão: “Num primeiro momento, não se preocuparem com as subespecialidades, mas concentrarem-se nas grandes áreas de atuação. Porque é o tempo, a experiência adquirida, os estudos, a vocação e o mercado que determinarão sua expertise”.

No entanto, estudos e atualizações constantes são fundamentais para o profissional da área. Não dá para ter preguiça de estudar. Quem quiser exercer a profissão “precisa ter o dom de tocar a alma do ser que está a sua frente”, frisa Estela. Como boa junguiana, ela cita o mestre: “Carl Jung, pai da psicologia analítica, tem uma frase maravilhosa que descreve o que é ser verdadeiramente um psicólogo: conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.” E destaca: “Caso você tenha entendido a profundidade destas palavras, bem vindo à profissão, precisamos de pessoas como você, sempre!”.

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