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Meu Trabalho na Bayer

Uma jornada prá lá de raiz

A brincadeira aqui não tem nada a ver com Nutella.

15.01.2020 - Por Meu Trabalho na Bayer

A brincadeira aqui não tem nada a ver com Nutella. Estou falando de raiz mesmo, daquilo que dá significado pra nossa existência, que nos traz originalidade e personalidade. Sem enfeites e artifícios. E precisei dar umas rodadas por aí para entender que o que faz sentindo pra minha vida profissional é uma jornada raiz. Quero me explicar.

Quando eu comecei meu sonho de ser “Jornalista”, lááá atrás, eu não tinha ideia do que isso significaria. Naquela época talvez significasse apenas trabalhar no principal jornal da cidade, impresso ou televisivo. Mas ao longo do almejado curso de Jornalismo eu percebi que eu tinha outras competências que me levavam naturalmente para lugares que eu não escolhia, mas que por algum motivo eu me colocava ali. Era a organização do congresso, da viagem, da formatura, da festa de fim de ano, do abaixo assinado da mudança da grade escolar, dos manifestos pela ética profissional e também pela manutenção do diploma de jornalismo como obrigatoriedade, além de outras, muitas outras iniciativas, extra campus universitário. No final, eu nunca fui uma Jornalista. Eu fui mediadora, apresentadora, cerimonialista, relações públicas, tia da viagem, ou qualquer outra coisa mais que me exigisse “articulação”.

Tem curso de “Articulosofia”, “Articulismo”? Não, não tem. Então o Jornalismo com seu ar contestador, cheio de imparcialidade e função social, me deu o tom para a jornada raiz que comecei a traçar. E que jornada! Me apareceram desafios como audiências públicas, campanhas, relacionamento com comunidades diversas e de vários lugares, gestão de crises e cada vez tudo isso me exigia mais articulação, mais jogo de cintura e mais maturidade. O universo me levou por diversos lugares – porque eu sem perceber ia me metendo e ganhando responsabilidades muito além das que eu imaginava poder assumir um dia. De uma pequena cidade no Norte de Goiás morando na zona rural sem número, para discussões globais e complexas sobre as florestas no Brasil. E minhas funções foram mudando, eu fui mudando, meus interesses foram sendo moldados e foram tomando rumos diferentes.

Até que “TUM”! Caí dentro do Agronegócio. E a Jornada Raiz de fato fez sentido. Comecei a perceber que coisas muito fortes estavam dentro de mim... Que não podia ver uma plantação de milho que me lembrava de pamonha (e das nostálgicas pamonhadas), que não podia ver um bule e um café passado no coador sem me lembrar também do cheiro da infância, que pequi podia ser um fruto muito estranho em São Paulo, mas que apresentá-lo aos amigos me gerava um orgulho sem tamanho, que o famoso empadão goiano era bem-vindo e me dava um prazer danado preparar pros meus amigos, e que chorava (sim chorava) com as histórias contadas nos eventos corporativos pelos líderes – que às vezes eu mesma ajudava a construir na minha função de comunicadora – mas que no final, quando era personificada por eles, me emocionavam e me conectavam com o que? Com as minhas raízes.

A minha vontade de pisar na terra começou a aumentar, aumentar, aumentar ... O meu interesse pelo agronegócio passou a dormir e acordar comigo, e eu comecei a procurar oportunidades fora do meu ambiente que me conectassem também com isso. Vieram os cursos on-line, as visitas às fazendas, a descoberta da sucessão familiar, a agricultura sustentável... A vontade de ser produtora rural. E eu entendi que uma mudança muito importante tinha acontecido em mim: Eu descobri meu PROPÓSITO.

Tem a ver com família, tem a ver com minhas competências, tem a ver com minha infância e meus valores. Tem a ver com roça e com chuva, e tem a ver também com transformação digital. Eu me sinto grata pela jornada do Jornalismo, da Comunicação, pela jornada da Mineração, pela jornada de Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Mas nada disso é tão grandioso como a oportunidade que eu tive de por meio disso tudo me conhecer e entender o que me faz feliz.

É com foco nessa Jornada Raiz que estou saindo de São Paulo. Não deixo nada pra trás e levo comigo toda a experiência, amigos, conquistas, amor... Sigo no agro, sigo feliz, muito mais perto dos meus, muito mais perto da terra. Aliás, deixo algo sim: um conselho. Encontrem seu propósito – eu entendi que isso é a coisa mais valiosa que existe para moldar uma carreira, e que quando vida e trabalho se encontram ser feliz é só uma consequência. E das boas!

Alexandre Costa

Paula Lunna Rodrigues Representante Técnica de Vendas na The Climate Corporation - Bayer