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Tudo a seu tempo

Uma inspiradora história sobre uma gerente de Farmacovigilância na Bayer, mãe e esposa

19.12.2018 - Por Caio Ianicelli Cruzeiro

Há alguns dias, tive o prazer de conhecer Erika Viola em um descontraído almoço no restaurante japonês dentro da Bayer.

Formada em medicina e com especializações em gastro pediatra e psicanalista, Erika conta que nunca pensou em atuar em grandes empresas. Fato é que o mercado de trabalho para o médico vai muito além da vida acadêmica, hospitais, clínicas e consultórios.

Erika Viola

Uma das áreas que a Bayer mais contrata médicos é a de farmacovigilância, referência no mercado farmacêutico por sua robustez e pioneirismo. O papel desse setor é o de identificar, avaliar e monitorar a ocorrência dos eventos adversos relacionados ao uso dos medicamentos da Bayer. Redes sociais e literatura médica, entre outras fontes, também são ativamente monitoradas pela Bayer para identificação de eventos adversos.

A área de Farmaco é famosa, também, pelo “cartão amarelinho”, entregue a todos os novos colaboradores e que é colocado junto ao crachá. Todos são empoderados a relatar casos adversos imediatamente à área por meio de um telefone e e-mail 24h.

"Fiquei sabendo de uma vaga de especialista médico na Bayer por intermédio de uma amiga e o que mais me chamou atenção foram as várias possibilidades de carreira para médico na empresa.”, conta Erika, que entrou na Bayer em 2012 como especialista em Farmacovigilância e recentemente foi promovida a gerente na mesma área, liderando pela primeira vez uma equipe de especialistas e analistas.

Durante a nossa conversa, ela ainda compartilhou comigo que também tem espaço para inovar. Atualmente, inclusive, está envolvida em um projeto com novas tecnologias para farmaco.

Simpática e com um ótimo humor, Erika se mostrou uma pessoa muito agradável já nos primeiros minutos de conversa. Entre um sushi e outro tive o privilégio de conhecer um pouco mais sobre sua inspiradora história de vida.

Também falamos um pouco sobre realizações da vida pessoal. Erika conta que já era um sonho antigo ter um filho e, para isso, ela e o marido, gerente de projetos de TI, tentaram por quase dois anos.

"Quando finalmente conseguimos, o bebê já tinha nome, roupinhas, brinquedos e tudo mais. Entretanto, na sétima semana de gestação, ele não tinha mais batimentos cardíacos. Eu já tinha recebido muita notícia ruim nessa vida, mas nenhuma como essa. Foi avassalador, mas a tristeza foi passando com o tempo. Trocamos de médico e, após seis meses, eu estava grávida de novo! Que felicidade!"

Aos 6 meses de gestação, Erika teve que lidar com outro problema: seu marido foi diagnosticado com um tumor na coluna.

"Tive muito apoio da minha liderança e da Bayer durante esse período. Por ter ficado em coma, eu dormia com ele, grávida, em uma cadeira reclinável na UTI, com medo de algo ruim acontecer.”, lembra.

O Gabriel, seu bebê, nasceu com oito meses e precisou ser internado devido a problemas respiratórios. "Foram 15 dias de UTI intensos e recebemos a notícia de sua Síndrome de Down. Como pais, para nós não fez a menor diferença, mas ficamos preocupados com o futuro dele, futuro esse tão distante do nosso alcance.", reflete Erika.

As pessoas com síndrome de Down têm 47 cromossomos em suas células em vez de 46, como a maioria das pessoas. Estima-se que há 300.000 pessoas com síndrome de Down no Brasil. É sempre importante lembrar que essa síndrome não é uma doença, mas uma condição da pessoa associada a algumas questões para as quais os pais devem estar atentos desde o nascimento.

No “e-book 10 coisas que todo mundo precisa saber sobre Síndrome de Down”, o Movimento Down reúne informações importantes do que dizer e, principalmente, o que não dizer sobre o assunto. Entre elas, destaco:

  1. A pessoa é um indivíduo. Ela não é a deficiência: o ser humano vem sempre em primeiro lugar. Ter uma deficiência não é o que caracteriza o indivíduo.
  2. Pessoas com síndrome de Down não devem ser tratadas como coitadas: elas se divertem, estudam, passeiam, trabalham, namoram e se tornam adultos como todo mundo.
  3. Pessoas com síndrome de Down têm opinião: as pessoas com síndrome de Down estudam, trabalham e convivem com todos. Esses indivíduos têm opinião e podem se expressar sobre assuntos que lhes dizem respeito.

Erika e sua família são uma bela ilustração da diversidade: mais do que um discurso, vivenciam isso diariamente.

"Finalmente, tudo passa e a felicidade está nas pequenas conquistas: Uma palminha, uma papinha sem engasgar, a melhora nos exames e um sorriso só que seja faz tudo valer a pena!", finaliza Erika.

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