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O que aprendi ao compartilhar um pouco do que sei?

Certamente sou um profissional diferente após ter participado de uma incrível experiência de mentoria

26.11.2019 - Por Carreiras

Essa história começa com um convite do Caio Pereira para um almoço que prontamente aceitei. Caio é meu colega de trabalho e grande parceiro de jornada. Lá atrás — sem a necessidade de pontuar referências de informações como anos e datas — trabalhamos juntos em outros projetos que considero de extrema importância para minha vida e carreira.

Uma época em que não era comum falar sobre a tal jornada do cliente, a capacidade de identificar dores e oportunidades para então focar no trabalho a ser feito. Ou melhor, naquela ação que trará o alívio ou então a alavanca para alcançar um novo patamar em negócios.

Pode não parecer, mas tudo isso é muito novo. Job to be done, Capabilities Map, Design Thinking, Business Model Canvas, Service Design, Scrum, Agile, entre tantos outros termos, métodos, ferramentas, plataformas e aplicativos são instrumentos poderosíssimos e sua aplicação é palavra de ordem para as empresas modernas que buscam atualização constante em transformação digital.

Mas, voltando um pouquinho na história do início, durante o almoço o Caio me contou sobre um Programa de Desenvolvimento de Diversidade para Fornecedores. O entusiasmo com o qual ele descrevia o processo de seleção, a proposta de capacitação e entrega de conteúdo foram me contagiando de alguma forma também, até que ao final do almoço recebi o convite para participar como mentor de uma das empresas selecionadas. E é um pouco dessa fantástica experiência, desse presente recebido, que quero compartilhar com vocês.

Nesta jornada, conheci meu par em mentoria, o Ciro Toledo, que já possuía experiência no programa e foi fundamental para que pudéssemos construir juntos algo de interessante para a empresa que seria nossa mentorada.

Passamos a conversar bastante sobre qual seria o nosso papel enquanto mentor, como nos prepararíamos para, de alguma forma, contribuir, inspirar, motivar, levar exemplos, estabelecer conexões, mas, principalmente, promover a reflexão. Afinal, um dos objetivos desse programa é despertar nos fornecedores uma visão dos desafios envolvidos no que está sendo feito hoje e ampliar o conhecimento sobre as possibilidades de explorar novas formas de fazer negócio de uma maneira estruturada.

Em nossas primeiras interações com a empresa Reparo Perfeito, a nossa mentorada, as conversas eram mais curiosas, mais investigativas, eram sobre tentar entender como a empresa estava estruturada e operando, quais as ambições e a estratégia para o futuro etc. Ciro e eu pensávamos sobre como levar soluções e ajudar a resolver as questões que eram trazidas quando nos demos conta de algo muito importante: o mais importante dessa jornada seria o que eles conseguiriam aplicar sem a nossa presença. E foi com esse pensamento em mente que montamos nosso plano.

Em conversas que atravessavam as tardes na sede da Reparo Perfeito, exercitávamos nosso pensamento colaborativo e buscávamos promover o pensar sobre: quem é a empresa, o que ela faz, o que ela não faz, o que é importante na entrega dos produtos/serviços. E colocar tudo em post its. A partir desse exercício, então, tínhamos uma discussão muito rica com a equipe em busca de caminhos, melhorias e soluções para os principais pontos.

Falamos de forma leve sobre concorrentes, fornecedores, clientes, novos entrantes e potenciais substitutos para o serviço prestado. Para quem atua em administração já entendeu onde este exercício vai chegar — na chamada análise SWOT ou FOFA, em português — e é nessa leveza, simplicidade e transparência que está o grande tesouro desse processo. Esse exercício trouxe à mesa de discussão personagens que são conhecidos, mas que não eram analisados: as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que envolvem a Reparo Perfeito.

Diante deste cenário, começamos a conversar e elencar na parede do escritório cada um desses pontos pensando na empresa atualmente e no futuro. Tudo baseado sempre em conversas leves, exercícios de mapeamento e aprofundamento para que tudo fosse refinado e compartilhado com o grupo, criando uma identidade única da empresa.

Todos esses exercícios foram muito importantes e culminaram na revisão de todo o modelo de negócio da empresa, passando pela revisão de atividades chave, reavaliação de parceiros de negócios e fornecedores, uma revisão nas questões que envolvem seus clientes e uma reflexão bastante interessante sobre onde deveria estar o foco da empresa, onde a energia deveria ser investida.

E é muito importante dizer que todos essas técnicas, análises e metodologias foram aplicadas com fluidez, permitindo pensar, explorar e compartilhar. Tudo sem assustar ninguém, de forma simples e objetiva. E os resultados foram incríveis. É aí que está o grande sucesso dessa jornada.

Tenho certeza que hoje a Reparo Perfeito é uma empresa diferente da que entrou no programa, assim como eu também sou. E, certamente, falo pelo meu colega Ciro, minha dupla nessa experiência incrível, quando afirmo que somos profissionais diferentes.

Que venha o próximo ciclo, novas empresas e novos mentores. É muito bom poder participar de uma iniciativa como essa proporcionada pela Bayer. Agradeço aos meus colegas de trabalho pelo convite e por todo o apoio ao programa. E agradeço também ao time da Reparo Perfeito pela confiança ao abrir as portas para dois intrusos com vontade de compartilhar um pouco do que sabem dessa vida corporativa.

Alexandre Costa

Alexandre Costa faz parte do time de IT da Bayer e gosta de se definir como curioso, impulsivo, sem repetição, nem indecisão. É apaixonado por boas histórias, está sempre em busca de aprendizado e disposto a colaborar, além de valorizar as conexões com as pessoas.