Home > Carreiras > O "bem-casado" da educação a distância + comunidades para maior inclusão na área tech
Carreiras

O "bem-casado" da educação a distância + comunidades para maior inclusão na área tech

O acesso à educação por meio de plataformas online e comunidades amistosas pode ser o gatilho para um mundo tech mais diverso e inclusivo.

17.03.2020 - Por Carreiras

Em nosso time de Dados na Climate1, dizemos que "dados são o novo bacon da atualidade" – ou a nova "batata frita" para os vegetarianos. J E nossa equipe que "frita" esses dados é formada, atualmente, por três mulheres e dois homens, porém não é a proporção de gênero que nos deparamos no mercado. No grande grupo da tech, o GAFAM (formado pelo Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft), a média de mulheres em trabalhos tech não ultrapassa os 25% (Figura 1). Quando participo de meetups2 abertas a todos os públicos, vejo uma proporção ainda menor de mulheres participantes.

Mesmo estando em menor número no mercado e nesses eventos, me sinto parte de uma comunidade colaborativa, amistosa e que estimula a integração de todos, como o Grupy-SP3. O bacana é que há também grupos de mulheres de todo o mundo que uniram seu interesse nas linguagens de programação R4 e Python4, formando as R-Ladies e PyLadies, respectivamente. Essas mulheres formam grupos locais de encontros sobre as linguagens e suas aplicações, estimulando, assim, a maior participação de mulheres na tecnologia. As comunidades promovem gratuitamente desde workshops a palestras que empoderam pessoas para ministrarem essas atividades e se ajudarem – é algo inspirador de se ver!

Com a educação a distância se popularizando e com plataformas de ensino5 como Coursera (sou fã!), DataQuest e DataCamp, há o oferecimento de cursos variados

na área da tecnologia por universidades reconhecidas mundialmente, a preço acessível ou mesmo de graça, abrangendo conhecimentos de Python e a ciência de dados6. Acredito que o acesso à educação e as comunidades amistosas, como temos, podem ser o gatilho para um mundo tech mais diverso e inclusivo.

P.S.: se você tiver algum comentário, sugestão ou quiser bater um papo sobre o mundo dos dados, será um prazer conversarmos. J (verona.montone@climate.com)

  1. Área de agricultura digital da Bayer, em que produtores usam a plataforma Climate FieldView para tomar decisões com base em dados de sua fazenda. O produtor rural compra uma licença anual e hardwares para a leitura de dados de maquinário de pulverização, colheita e plantio, aumentando sua eficiência operacional e otimizando seus recursos, ao gerenciar de forma específica seus talhões (como áreas mais ou menos produtivas).
  2. Encontros para compartilhar conhecimento em alguma área específica, como Python (linguagem de programação).
  3. Comunidade de interessados em Python residentes em São Paulo com mais de 8.702 membros.
  4. R e Python são linguagens de programação comumente usadas no mundo dos dados. R é bastante usada por estatísticos, enquanto Python é uma linguagem de desenvolvimento versátil, que possibilita desde análises de dados, até o desenvolvimento de aplicações web, por exemplo.
  5. É importante ressaltar que a língua inglesa é uma peça-chave para as áreas tecnológicas, mas a comunidade tech tem feito um trabalho voluntário maravilhoso, traduzindo os materiais para o português.
  6. Trata-se do processo de aquisição, limpeza, processamento e modelagem de dados, a fim de extrair insights, podendo ser geradas recomendações a partir dos dados. É como o processo científico, em que há hipóteses a serem testadas a partir do grande volume de dados.
Verona Montone

Verona Montone é engenheira-agrônoma formada pela Universidade de São Paulo, além de ser mestre em engenharia agrícola e biológica pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, onde morou por cinco anos e se encantou com a possibilidade de prover informações a produtores rurais, para auxiliar em sua tomada de decisão com o uso da ciência de dados. Há cinco anos, atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Climate. Está atualmente na área de Data Analytics, tendo passado pela área de Produto e pelas áreas comerciais. Ama tirar ideias do papel por meio de protótipos e realizou o sonho de ver a aurora boreal, no Alasca, ao completar seus 30 anos. Também é tutora de dois cãezinhos: o Newton e o Gauss.