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Mentoria

Como encontrar um bom mentor e tirar o máximo proveito dessa ajuda

11.07.2018 - Por Gisela Blanco

Pra quê ter um mentor?

Se você tivesse me feito essa pergunta poucos meses atrás, não sei se eu daria uma boa resposta. Sempre tive uma visão de que os mentores - profissionais mais experientes que “apadrinham” e aconselham alguém mais jovem - eram importantíssimos para quem está empreendendo. Mas não imaginava como o papel de um mentor poderia ser também essencial para quem está numa carreira coorporativa. Até que eu escolhi uma colega mais experiente e pedi uma conversa de 1 hora com ela. Mesmo sem me conhecer muito bem, ela aceitou prontamente. E a conversa foi tão boa que decidi ali mesmo que passaria a ter papos como aquele para sempre, com ela e com outros que eu tivesse a oportunidade no futuro.

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Um mentor é alguém que você admira pessoalmente ou profissionalmente, que é capaz de te dar bons conselhos de trabalho para o dia-a-dia, ou te ajudar a direcionar sua carreira. É um papel diferente do que tem o seu chefe (apesar de muitos chefes também serem bons mentores) e diferente do “coaching”. Os chefes têm uma visão parcial das situações, e muitas vezes vão ser parte da sua história ou até do problema. Já o coach, tem um papel parecido com o de um terapeuta, ajudando você a desenvolver recursos para direcionar sua própria carreira.

O mentor deve ser alguém que já viveu algo parecido com o seu dia-a-dia, que tem uma boa ideia do que você possivelmente enfrenta e consegue te dar boas sugestões e conselhos práticos. É você amanhã. Claro que não existem regras rígidas. Qualquer um pode ser um bom mentor e qualquer assunto pode render um bom papo. A melhor forma de descobrir se a parceria dá certo, é escolhendo o mentor e marcando logo uma conversa.

Escolhi a colega sobre a qual comentei lá no início do texto por ter uma carreira com a qual eu me identifico e por um cargo que eu me imagino ocupando no futuro. Outro detalhe importante também: admiro a forma como ela se relaciona com as outras pessoas na empresa e como resolve problemas. Além disso, já a vi comentar que também teve bons mentores - então imaginei logo que ela saberia a importância desse papel para alguém mais jovem.

Nessa primeira conversa com a minha mentora, levei de tudo: aspirações de carreira, dúvidas sobre decisões de um projeto que eu deveria tomar, as minhas dificuldades em lidar com uma pessoa específica. Os conselhos dela foram bem objetivos e me ajudaram muito. Mesmo que não me dessem uma solução imediata, me apontaram caminhos em que eu não tinha pensado antes.

No mundo das startups, muitos empreendedores também procuram investidores (os famosos Venture Capitalists) não só pelo dinheiro que vão aplicar na sua empresa, mas também pelos sábios conselhos que darão. Esses, muitas vezes são bem mais valiosos que o financiamento em si. Então, se você tem um negócio inovador na área de Educação, por exemplo, nada mais conveniente do que prospectar investimento com um empresário bem-sucedido do mesmo filão. Ele (ou ela) vai poder te apresentar para outras pessoas importantes no mercado, indicar os melhores caminhos a seguir, as áreas em que você deve investir primeiro dentro da empresa, os funcionários que deve contratar. Afinal, não adianta muito ter dinheiro e não saber onde aplica-lo direito. É com a ajuda de um investidor-mentor que muitas startups realmente decolam.

Mas e se você não tem uma startup ou ela não está na fase de buscar investimento ainda, mas, mesmo assim, você gostaria de ter um bom mentor? Ou, se você não tem uma empresa, mas quer poder se apoiar em alguém com mais experiência no mercado e não tem ideia de quem?

Aqui vão algumas ideias: procure organizações como a Endeavor ou o Sebrae. Frequente co-workings que promovam eventos de networking. Participe de congressos ou apresentações, tente fazer contato com o palestrante no final. Ou simplesmente faça uma busca online e envie um e-mail para os empreendedores ou profissionais que você admira se apresentando e pedindo para marcarem um café. Você certamente vai se surpreender com a vontade que as pessoas têm de ajudar. E lembre-se sempre de ter uma atitude empreendedora: faça uma lista com vários nomes e nada de desistir nas primeiras dificuldades. Lembre-se sempre daquele ditado precioso: o “não” você já tem.

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