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Já parou pra pensar sobre o impacto da agricultura em sua vida?

É por aí que começo a contar um pouco da minha trajetória.

17.04.2019 - Por Mundo Agro

Você já se imaginou sendo um dos responsáveis por alimentar grande parte da população mundial? E, em sua própria terra ser capaz de produzir toneladas de alimentos? Tudo isso, respeitando recursos naturais e cuidando da terra?

Pergunta difícil, né? Pois é. E é por aí que começo a contar um pouco da minha trajetória, onde descobri e venho descobrindo cada vez mais a relevância dessa atividade. Segundo a NASA (nov 2017), apesar de termos apenas 7,6% do território nacional destinado a agricultura, os impactos socioeconômicos oriundos do cultivo de cereais, frutas e hortaliças são gigantes para nosso país.

De acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), a arte de cultivar contribuiu em 2017, com 23,5% do PIB do Brasil e a criação de empregos foi a mais alta em 5 anos. Fato ao qual, durante minha jornada há algum tempo atuando com o agronegócio, pude confirmar.

Em 8 anos, tive a oportunidade de trabalhar no campo com agricultores de pequeno porte até grandes fazendas e grupos que se tornaram empresas altamente estruturadas devido ao seu empreendedorismo associado aos avanços da agricultura. Atualmente, tenho me desafiado diariamente a encontrar soluções simples, mas que ajudem as pessoas que estão no campo a terem ainda mais sucesso em suas lavouras.

Mas para falar de sucesso no campo é preciso desmistificar um pensamento que, de certa forma, está um pouco enraizado em nossa cultura. O agricultor brasileiro está em processo constante de transformação, a visão errônea de enxerga-los como pessoas pouco informadas e até mesmo de baixa escolaridade, precisa ficar para trás. O produtor rural de hoje é um profissional altamente tecnificado, que alia práticas de gestão de dados e recursos e tem o olhar de sua lavoura, voltado para o equilibro da equação entre paixão pela terra e os negócios.

Falo daqueles que entendem de mercado futuro, que se prepararam para a revolução digital do campo, que dão aulas melhores do que as que eu assisti durante minha graduação em agronomia. Esses “especialistas” fazem da agricultura não somente seu trabalho, mas também suas vidas e uma extensão de suas famílias. Mas o que mais me impacta é o propósito que essas pessoas têm! E o que os motiva é a missão de terem exatamente um do papéis fundamentais em nossa sociedade: alimentar a todos nós.

Não se trata de simplesmente cultivar o próprio alimento, nem de se arriscar diariamente em uma atividade extremamente instável e altamente exposta a riscos, muitas vezes, incontroláveis. A responsabilidade em balancear a intensificação de seus negócios com a necessidade de conservação é um ponto fundamental quando escalamos esse desafio para uma população que não para de crescer.

Quantas decisões você acha que um agricultor toma por dia? Qual semente plantar? Minha área está preparada? Tenho adubo? Meu maquinário está regulado? Vai chover? O fluxo de caixa é suficiente? No dia a dia de um agricultor, a margem para erro é mínima. Apesar do zelo e de todos os cuidados tomados durante a safra, o risco de uma colheita deficiente é inerente.

Meu papel como profissional de uma empresa focada em trazer novas ferramentas para a rotina do campo, vem sendo desempenhado mas, me colocando no lugar desses agricultores, será que jogar uma semente no chão é mesmo tão fácil assim? Com que olhos os enxergamos?

O que você acha? Me conta!

A sorte, ou melhor, a semente foi lançada!

Ana Paula Torresan Maranhão

Ana Paula Torresan Maranhão, 32 anos, Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal de Lavras - UFLA. Iniciou a carreira na Bayer em 2011, como estagiária, e, desde então, passou por diversas áreas, como vendas (RTV Crop Protection), Gerenciamento de Produto (Coordenadora), Marketing e Climate. Atualmente, é Gerente de Estratégia de Proteção a Biotecnologias (marketing de sementes).

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