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Meu Trabalho na Bayer

Integração: quais desafios encontrei e o que aprendi nessa jornada

As mudanças chegam cada dia mais velozes e nos tiram da zona de conforto. Precisamos nos adaptar e, se possível, tirar o melhor de cada experiência.

30.10.2019 - Por Meu Trabalho na Bayer

Dia 21 de agosto de 2018 comemoramos o Day 1! Para aqueles que não estão familiarizados, o Day 1 marca o dia em que a compra da Monsanto pela Bayer foi oficializada e passamos a ser uma única empresa. Lembro que naquele dia todas as TVs do escritório estavam passando o Town Hall com a liderança Global para anunciar o momento tão esperado. Todos paramos nossas atividades e nos juntamos em pequenos grupos para ouvir as mensagens que nossos líderes tinham para nos dizer. Naquele dia senti um misto de emoções, entusiasmo, alegria, mas também um pouco de desconforto em relação ao desconhecido e sobre como essas mudanças poderiam afetar meus planos.

Eu era estagiária na área de Product Management de Crop Protection, dentro da estrutura de Marketing na Monsanto, e apaixonada pelo que fazia e pelo que aprendia. Minha área tinha escopo na América do Sul e, por isso, eu trabalhava com uma equipe formada por brasileiros e argentinos, que me permitia exercitar diariamente a empatia por quem tinha uma cultura diferente da minha. Eu não falava, e não falo até hoje, nada de espanhol, mas no “portunhol” e na boa vontade trabalhávamos super bem e dávamos boas risadas!

Minha principal atividade era o meu projeto de estágio, que analisou como o lançamento do produto Xtend poderia afetar a produção do nosso defensivo agrícola na planta de São José dos Campos. Além do meu projeto, eu era responsável por algumas atividades da área como gestão do budget e suporte à gestão de projetos com tracking e follow-ups de atividades relacionadas a lançamento de produtos.

Integração: quais desafios encontrei e o que aprendi nessa jornadaVisita à planta de São José dos Campos para ver a produção de defensivos.

Como estagiária, claro, meu objetivo era ser efetivada, mas o cenário não era o mais promissor e muitas vezes (na maioria das vezes, para ser sincera) olhei a mudança que estava acontecendo ao meu redor sob uma perspectiva negativa. Mesmo assim, a cada dia que passava eu procurava motivação em pequenas conquistas, como a conclusão de uma atividade ou a participação em um projeto interessante. Sem falar que sempre buscava apoio com os colegas de trabalho. Em muitos momentos conversamos e desabafamos juntos sobre os anseios, as dúvidas e as inseguranças.

Integração: quais desafios encontrei e o que aprendi nessa jornadaExemplo de pequena conquista: participação no projeto de lançamento de Intacta 2 Xtend.

Imagino que seja normal esse sentimento de desconforto e até resistência que surge durante períodos de mudanças, mas em algum momento precisamos dar um basta nessa sensação, porque se pararmos para pensar, mudanças acontecem o tempo todo e no mundo dinâmico que estamos inseridos vão acontecer cada dia com maior velocidade.

Acho que foi nesse momento em que virei a chavinha e mudei a minha perspectiva sobre a aquisição, afinal de contas, com certeza eu estava enriquecendo meu repertório profissional vivenciando uma experiência única e já aprendendo muito com isso. Sem falar que também estava amadurecendo e me conhecendo melhor, desenvolvendo a capacidade de viver em um ambiente incerto e dinâmico, administrando a ansiedade e, acima de tudo, aprendendo a me manter concentrada e produtiva independente do ambiente ao meu redor.

E parece que quando “desencanamos”, no bom sentido, as coisas acontecem! Eu estava inscrita no programa de trainee da Bayer e um certo dia recebi uma ligação me convidando para participar do processo de uma vaga de trainee que trabalharia com a integração comercial da Bayer com a Monsanto. E para essa vaga, tinham selecionado candidatos que já tivessem passado por uma das duas empresas. Pensei: “não poderia ser mais a minha cara”! Foram 3 etapas, a gravação de um vídeo em inglês, uma dinâmica em grupo e por último um painel seguido de entrevista. Até que finalmente recebi a ligação da Bayer contanto que tinha sido aprovada.

Integração: quais desafios encontrei e o que aprendi nessa jornadaFoto durante um treinamento com os outros trainees.

Hoje estou no time da integração comercial. Somos um time pequeno, de 4 pessoas, mas muito unido. Cada um de nós é responsável por projetos que tangem à integração, mas quando o “bicho pega” a gente se junta e se ajuda para fazer acontecer! Nosso time trabalha diretamente com a mudança, mudança de cultura, mudança de processos, mudança de endereço... É mudança todo dia e precisamos ser empáticos a como as pessoas se sentem e como podemos promover um ambiente saudável e, claro, que funcione de forma integrada.

Integração: quais desafios encontrei e o que aprendi nessa jornadaFoto com o time (Juliana Nepomuceno e Gian Mazzolani) durante a Convenção Interna de Vendas 2019. Na foto falta a Bianca Neuhauser, que entrou para o time recentemente.

Especificamente o meu escopo é focado na governança de Commercial Operations da Crop Science Brasil (cada trainee tem um projeto e esse é o meu). O projeto é minha principal entrega e onde eu foco a maior parte do meu tempo e energia. Um projeto de governança desenha os fóruns de tomada de decisão que são fundamentais para que o nosso negócio aconteça de forma eficiente e ordenada. Imagina se as áreas não se conectarem e as decisões não forem tomadas pelas pessoas necessárias ou não tenham a visibilidade correta? Seria uma bagunça! Para desenhar esse projeto, eu preciso conversar com diversas áreas e assim vou aprendendo muito sobre como a nossa estrutura comercial opera. Tem sido uma experiência fantástica, mas também muito desafiadora, porque a nossa organização é complexa e dinâmica.

Nosso programa de trainee é assim, todos nós recebemos um projeto diferente e temos 1 ano e meio para implementar e apresentar os resultados. Eu particularmente acho incrível ter um projeto sob a minha responsabilidade, é uma coisa que motiva todos os dias, querer fazer o projeto acontecer e acontecer bem feito!

Além do desafio profissional, o programa também nos leva a desenvolver habilidades de influência, liderança, autonomia e protagonismo por meio da experimentação que vivemos no dia a dia. E eu vejo um valor muito grande nesse aspecto porque, cada vez mais, o profissional do futuro tem que agregar esses soft skills às suas habilidades técnicas. E assim eu sinto que mesmo perdendo uma ou outra noite de sono tranquilo, quando um “problema” ou um empecilho é superado, eu consigo ver como conseguiria lidar com uma situação semelhante de maneira mais tranquila. E assim vamos aumentando o repertório profissional e emocional.

Não dá para falar que todos os dias são flores, né? É normal, faz parte e tudo bem! Mas já que as mudanças estão vindo cada vez com mais velocidade nesse mundo dinâmico no qual vivemos, antes de me despedir de vocês eu queria deixar aqui um convite para a reflexão sempre que a gente se pegar em um momento difícil e incerto. Que tal pensar: “ Qual aprendizado eu posso tirar dessa loucura?”

Pessoal, foi um prazer dividir um pouquinho da minha experiência na Bayer com vocês!

Beijos e até a próxima!

Amanda Figueira

Amanda Figueira - Trainee na área de Integração Comercial.